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Aeroporto de Belo Horizonte (Pampulha)

Atualizamos os números operacionais do Aeroporto de Pampulha, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Neste trabalho inédito apresentamos informações do histórico de passageiros embarcados e desembarcados no aeroporto de 2000 a 2020, a participação de mercado das empresas em operações domésticas nos últimos 5 anos, entre 2016 e 2020, e finalizando com os voos vigentes no aeroporto.

Vejam os números operacionais do aeroporto, atualizados pelo Portal Aviação Brasil

Participação de mercado dos últimos 5 anos, das empresas que operam voos domésticos de passageiros

Um pouco da história

Em 2 de setembro de 1936, através da Lei n.º 76, o governo mineiro foi autorizado a conceder à Panair do Brasil o direito de explorar a linha aérea comercial entre Belo Horizonte e o Rio de Janeiro. Em 23 de março de 1937 foi oficialmente inaugurada a linha comercial Rio-BH-Rio, com um avião bimotor Lockeed 10E Electra I, PP-PAS, com capacidade para dois tripulantes e seis passageiros. O ano de 1939 foi o ano de expansão das chamadas Linhas Mineiras, onde em sucessivos lances foram implantados serviços aéreos com escala compulsória em Belo Horizonte, com as seguintes linhas: Rio de Janeiro – Belo Horizonte – Uberaba; Rio de Janeiro – Belo Horizonte – Poços de Caldas; Rio de Janeiro – Belo Horizonte – Poços de Caldas – São Paulo – Curitiba; e Rio de Janeiro – Belo Horizonte – Governador Valadares. Em 1940 a Panair adotou o sistema de rotas circulares para as ligações Rio – BH – Poços de Caldas – São Paulo, com as aeronaves partindo o Rio de Janeiro em sentidos opostos. Em 1954 houve a inauguração do prédio do terminal de passageiros do Aeroporto da Pampulha. Belo Horizonte se tornou um importante centro de distribuição de linhas aéreas, devido sua posição geográfica; Pampulha era ponto de parada para quem ia de São Paulo com destino a cidades do Norte e Nordeste do Brasil. Em 1973 a administração do Aeroporto de Pampulha passou a ser de responsabilidade da estatal Infraero, criada em 1972. Ao longo daquela década o movimento do aeroporto cresceu com o desenvolvimento do transporte aéreo, tornando suas instalações insuficientes para suportar o atendimento de novas demandas, principalmente das modernas e grandes aeronaves intercontinentais. Em dezembro de 1983 o Aeroporto da Pampulha registrou um movimento anual acima de 1.150.000 passageiros em aproximadamente 24.000 operações de pousos e decolagens de aeronaves, inclusive de Boeing 727-100/200 e Boeing 737-200. Com a inauguração do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Confins), em março de 1984, o novo aeroporto passou a receber 75% do movimento de aeronaves e 95% do movimento de passageiros, o aeroporto ficou quase que completamente ocioso. Em 1986 foi criado o VDC – Voo direto ao Centro, que ligava os aeroportos centrais de Congonhas a Curitiba, Congonhas a Pampulha e Pampulha ao Santos Dumont, com aeronaves Fokker F-27 da TAM, Votec (após BR Central), Rio Sul e a Taba, com os Fairchild FH-227. A volta dos jatos ocorreu em 1998 e trouxe novamente um grande número de movimento de aeronaves e passageiros para o aeródromo. Este movimento durou até 13 de março de 2005, quando o antigo Departamento de Aviação Civil (Atual ANAC) e a Infraero transferiram os voos para Confins, deixando apenas os voos regionais. Mas nem estes sobreviveram!! A Passaredo e a TRIP eram as únicas a operar no aeroporto. Com a compra da TRIP pela AZUL, esta passou a utilizar-se do aeródromo até 4 de março de 2016, quando encerrou suas operações em Pampulha. Em 2017 somente a Passaredo efetuou voos regulares no aeroporto e em 2018 a Gol operou voos para Goianá, de janeiro a julho, além da Passaredo para Ribeirão Preto. Atualmente somente a TWO faz operações regulares no aeroporto, com aeronaves Cessna 208. Pampulha hoje não é nem sombra do que um dia já foi para Belo Horizonte. Com informações da Infraero e Portal Aviação Brasil

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