Início Conteúdo Premium Conheça o Ranking de Passageiros Transportados no Mercado Aéreo Doméstico em 2021

Conheça o Ranking de Passageiros Transportados no Mercado Aéreo Doméstico em 2021

Foto: Sérgio Sonate

Publicamos em primeira mão o ranking de market-share do setor aéreo doméstico, baseado no volume de passageiros transportados (passageiros pagos + grátis/planos de fidelização). Ao todo foram transportados 63.829.962 passageiros pelas onze empresas que operaram voos regulares e não regulares de passageiros no Brasil.

1º – A Azul Linhas Aéreas era a terceira colocada em 2020 e 2019. Foi a companhia aérea que mais se recuperou, se analisarmos somente as grandes, ainda perdendo quase 12% ao movimento pré-pandemia (2019).

2º – Pelo terceiro ano consecutivo, a Latam Airlines Brasil termina em segundo lugar no volume de passageiros domésticos. A queda de quase 41% comparado a 2019 ainda é significativo para a companhia, que tenta sair do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, o que forçou a empresa a readequar rotas e frota.

3º – A Gol Linhas Aéreas perdeu o posto de primeira colocada com a pandemia de Covid-19. A líder de 2019 e 2020 terminou 2021 na terceira colocação no mercado doméstico, mesmo retomando muitas rotas ao longo de 2021.

Demais destaques: Com acordos de feeder-line com a Latam e a Gol, a VoePass se consolidou na quarta posição entre as companhias nacionais, crescendo em relação a 2020 e praticamente estável com relação a 2019. A grande novidade do mercado foi também a grande decepção para os consumidores. A Itapemirim chegou apostando em preços baixos para conquistar uma grande fatia do mercado. A falta de investimentos, ainda não ficou esclarecido se um fundo de investimentos árabes deixou de apostar no projeto, fez com que o Business Plan da empresa fosse por água abaixo. A ideia da companhia era de servir muitas capitais, com os Airbus A319, A320 e A321, além de operar voos num futuro para a América Latina. Os voos das capitais fariam ligações através de hubs com aeronaves menores, que serviriam cidades menores, no estilo da operação com a Azul Conecta, da Azul. O diferencial do Business Plan era justamente ligar as linhas de ônibus intermunicipais do Grupo a esses aeroportos menores, realizando um modal nunca visto no país. No papel, o plano era fabuloso, na prática fracassou com a falta de investimentos, aliado aos pedidos de falência da empresa de ônibus, que está em recuperação judicial. Milhares de passageiros foram prejudicados, e um retorno da companhia é cada vez mais certeza de que não irá ocorrer.

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