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Infraero contrata FDTE para gestão de obras em 15 aeroportos brasileiros

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Foto: Enos Moura Filho

Em função do grande volume de obras de infraestrutura nos 15 aeroportos de todas as regiões do Brasil, a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) fechou uma parceria com a Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE) para promover a modernização das técnicas de gerenciamento de projetos em suas obras. O objetivo é o desenvolvimento, a implantação e o acompanhamento de uma metodologia de gestão das obras dos aeroportos brasileiros, visando à redução do tempo e de custos desses procedimentos.

Segundo Nilton Nunes Toledo, diretor superintendente da FTDE, a gestão de projetos é uma prática moderna que vem sendo cada vez mais utilizada em todo o mundo. “Ela resulta em manuais de procedimentos testados e de eficácia comprovada, cujo rigor vai resultar em ganhos econômicos. A construção civil começa a buscar, cada vez mais, a aplicação destas técnicas”, afirma Toledo. Ainda segundo ele, a Infraero conta hoje com uma equipe preocupada e comprometida com esse tipo de modernização nos procedimentos, visando ganhos que vão se reverter em benefícios para a sociedade brasileira.

Segundo José Eirado, Diretor de Administração da Infraero, hoje cada obra acontece de forma independente, com uma administração própria e sem um ponto de centralização de dados e procedimentos. “A FDTE vai nos ajudar a centralizar o controle das operações e criar um procedimento que vai reger a forma como as obras acontecerão, trazendo eficiência e economia”, afirma.

O papel da FDTE, ligada à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) é arregimentar cerca de 40 especialistas credenciados que irão atuar no projeto, que está previsto para dois anos e consiste em quatro fases: diagnóstico, implantação do sistema, acompanhamento e gerenciamento dos relatórios e criação de um manual de desenvolvimento de obras e empreendimentos.

O trabalho consiste, inicialmente,  no estabelecimento de um roteiro e de seu escopo, fase na qual se determina toda a abrangência do projeto. Segundo Nilton Toledo, é nesta fase que se recomendam possíveis revisões ou alterações. “Caso elas ocorram já no período de execução, atrasos e aumento nos gastos são mais prováveis”, explica.

O passo seguinte é a definição da estrutura analítica do escopo que responde a questão: para que esse projeto seja entregue, o que é preciso ser feito? Isso resulta na definição das atividades envolvidas e de seus custos. Com esse desenho, é estruturada a chamada Rede de Caminho Crítico – que define o prazo do projeto.

O projeto prevê também a criação de um sistema de comunicação e de controle que, além das pessoas para atuarem em Recursos Humanos e na Qualidade do Projeto e do Gerenciamento, vai demandar a avaliação e atualização dos softwares existentes ou o desenvolvimento de novas tecnologias. Para tanto, está prevista a criação de um escritório em Brasília para a centralização da coordenação das atividades, com pontos locais de atuação.

Todo esse trabalho vai envolver as obras de 15 aeroportos e terá duração de dois anos. Cada unidade terá um escritório próprio de gerenciamento, mas o principal escritório terá sede em Brasília e funcionará com um sistema eletrônico e com um banco de dados que armazenará o registro e o andamento de cada obra mantida pela Infraero. Já os três aeroportos que estarão sob concessão  serão objeto apenas na fase de diagnóstico (5 meses). Portanto, apenas nos 12 aeroportos  restantes é que serão implantados os Escritórios de Projeto que farão o acompanhamento e monitoramento das obras. “À medida que o trabalho avançar, será perceptível a redução de problemas no cumprimento dos prazos e no controle dos gastos”, afirma Toledo e completa: “São benefícios que contemplam toda a sociedade brasileira”.

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