O Grupo Emirates anunciou hoje na sede mundial, em Dubai, os resultados do seu 20º ano consecutivo de lucro líquido, atingindo um novo recorde, apesar dos preços disparados do petróleo e de condições adversas de negócios na segunda metade do ano fiscal 2007-08.

O lucro líquido do Grupo subiu 54,1%, chegando a US$ 1,45 bilhão no ano fiscal que terminou em 31 de março, tendo alcançado receita de US$11,2 bilhões, em comparação à receita de US$8,5 bilhões no ano anterior. A margem de lucro líquido do Grupo cresceu 13,2 %, tendo registrado 11,4 % no ano anterior.

O Grupo também manteve um fluxo de caixa robusto de US$3,8 bilhões, comparado com US$3,5 bilhões no ano anterior. A Emirates pagará um dividendo de US$272,5 milhões para seu acionista, o governo de Dubai. No ano fiscal 2007-08, o Grupo calcula que tenha gerado uma contribuição direta de US$6 bilhões para a economia dos Emirados Árabes Unidos e mais US$ 6,8 bilhões de contribuição indireta.

O Relatório Anual do Grupo Emirates – que inclui a Emirates Airline, a Dnata e companhias subsidiárias – foi anunciado hoje em Dubai, numa coletiva de imprensa comandada por Sua Alteza Xeique Ahmed Bin Saeed Al-Maktoum, Presidente e Presidente do Conselho, Emirates Airline e Grupo.

Esse resultado de recordes do Grupo reflete seu sucesso em aumentar a demanda através da expansão estratégica de operações comerciais em seis continentes, apoiada por investimentos contínuos em alta tecnologia, produtos e serviços ao cliente, mantendo ao mesmo tempo um controle firme dos custos. Um exemplo disso é o número de passageiros transportados pela Emirates – 21,2 milhões – no ano fiscal recém concluido, representando um aumento de 3,7 milhões de passageiros, em comparação ao ano anterior. Também simboliza esse sucesso a expansão internacional dos serviços de aeroportos da Dnata, que agora já atende 17 aeroportos em sete países.

“Foi mais um ano de recordes para o Grupo, apesar do clima adverso de negócios, especialmente nos últimos seis meses, quando o preço disparado do combustível de avião causou impacto, mas felizmente compensado, parcialmente, por outros ganhos operacionais”, comentou Xeique Ahmed.

Continuou: “Apesar das projeções de longo prazo estimando redução no número de passageiros que viajam em Primeira Classe e Classe Executiva, tenho satisfação em informar que a Emirates, mais uma vez, contrariou essa tendência e registrou aumento significativo de taxas de ocupação em ambas classes. A Emirates tem a sorte de estar localizada em Dubai, centro da nova Estrada da Seda entre o Oriente e o Ocidente. Acredito que a ameaça de um desaquecimento econômico será compensada, na Emirates, pela pujança econômica do Oriente Médio, especialmente na vibrante indústria do turismo e do comércio”.

Os custos de combustível lideraram a planilha dos custos operacionais, pelo quarto ano consecutivo, representando 30,6% do total, em comparação a 29,1% do ano anterior e a 27,2% do ano fiscal 2005-06. O programa de gerenciamento de riscos, na compra de combustível, continuou a trazer benefícios para a companhia, economizando US$242 milhões no ano fiscal 2007-08, embora os preços de óleo cru tenham girado em torno de 90 dólares por barril na segunda metade do ano fiscal. No total, o programa já economizou mais de US$1 bilhão para a empresa, desde o ano fiscal 2000-01.

Na abertura do Relatório Anual 2007-08, Xeique Ahmed ressaltou alguns dos destaques do Grupo. São mencionados a mudança administrativa para a nova sede do Grupo, o lançamento de 11 novos destinos de serviços de passageiro e carga, incluindo São Paulo – primeiro destino da empresa na América do Sul -, e a assinatura de compra de aviões, durante a Feira de Aeronáutica de Dubai, no valor de US$34,9 bilhões, que é maior encomenda, assinada num único dia, da história da aviação comercial.

Sua Alteza também destacou que um dos maiores desafios do Grupo para o futuro será recrutar e manter os melhores talentos necessários para a expansão em progresso. Completou: “À medida que implementamos nosso plano para a próxima década, nosso maior desafio será contratar mais pilotos, engenheiros, comissários e profissionais talentosos para todas as nossas unidades de negócios. Felizmente, a Emirates tem sido, até agora, um nome forte como empregador. Mais de três milhões de visitantes passaram por nossa página de recrutamento na internet, o ano passado, dos quais 288.000 candidataram-se a empregos no Grupo. Dubai, como nossa base, também é uma grande vantagem, pois a cidade está se preparando para receber 15 milhões de visitantes de 2010 em diante e há investimentos massivos em infraestrutura para atender e servir o número crescente de mão de obra estrangeira”.

Também reiterou o apoio do Grupo Emirates à nova empresa aérea low cost recentemente criada como organização independente, não associada ao Grupo. Destacou a competição existente na região: “Isto aqui é um bolo enorme e a Emirates tem uma grande fatia dele, naturalmente. Mas há espaço para outras empresas aéreas e lhes damos as boas-vindas à região”.

Xeique Ahmed concluiu: “O excelente desempenho do Grupo neste ano é muito satisfatório. Mas como nos anos anteriores, não queremos dormir nos louros da vitória. Pretendemos assegurar nosso crescimento futuro investindo em tecnologia e produtos avançados, de maneira que possamos continuar a oferecer aos nossos clientes a experiência de mais alta qualidade que aprenderam a esperar de nós”.

A receita da Emirates Airline foi de US$10,8 bilhões, um aumento de 32,2.% sobre os US$8,1 bilhões do ano anterior. O lucro de US$1,37 bilhão representa um aumento de 62,1% sobre o lucro recorde de US$844 milhões no ano fiscal 2006-07. Deve-se o resultado a índices de ocupação superiores, obtidos com o aumento de oferta, e a outros fatores operacionais.

No ano fiscal 2007-08, a frota aumentou em 11 novos Boeing 777, incluindo os primeiros Boeing 777-200LR de passageiros da Emirates. No final do ano fiscal, a frota da Emirates totalizava 114 aeronaves, incluindo 10 cargueiros, com média de idade de 67 meses – uma das mais jovens frotas comerciais. A encomenda recorde de aviões, assinada durante a Feira de Aeronáutica de Dubai, em 2007, eleva o total de aeronaves encomendados pela Emirates para 182, com valor aproximado de US$58 bilhões.

Nesse ano, a empresa inaugurou serviços de passageiros para sete novos destinos – São Paulo, Newcastle, Veneza, Ahmedabad, Toronto, Houston e Cape Town – e reforçou a malha existente acrescentando freqüências em rotas de alta densidade, notavelmente para cidades na China, na Índia, no Oriente Médio e na África.

A taxa de ocupação de assentos aumentou para 79,8%, em comparação aos 76,2% de aumento registrados no ano anterior. O transporte de carga aumentou 16,6%, chegando a 14.739 milhões de toneladas-quilômetro, enquanto a oferta aumentou 13,7% e chegou a 22.078 milhões de toneladas-quilômetro. O yield também cresceu pelo sexto ano consecutivo, atingindo a marca de 64 centavos de dólares por RTKM – Revenue Tonne Kilometre ou Tonelada-Quilômetro de Receita -, enquanto registrara 59 centavos de dólares no ano anterior. O alto custo do combustível de avião e outros custos em ascensão elevaram o ponto de “breakeven” para 62,7 %, comparado com 59,9 % no ano anterior.

A Emirates continuou a melhorar produtos no ar e no solo, completando a modernização interna de quatro Boeing 777 com novos assentos de Primeira Classe, Executiva e Classe Econômica, assim como instalou nessas aeronaves o moderníssimo sistema de entretenimento a bordo ice que oferece mil canais de áudio, vídeo e informação.

No solo, o serviço de traslado de cortesia ampliou-se para 40 cidades incluindo Lugano, na Suíça, e Veneza, onde uma adaptação inovadora oferece táxis aquáticos luxuosos para os traslados de aeroporto. A Emirates continuou a modernizar as salas VIP em toda a sua malha, incluindo Brisbane que oferece uma vista deslumbrante de 360 graus e é a primeira na Austrália capaz de abordar os passageiros diretamente da sala para o avião, incluindo o andar superior do Airbus A380.

O Skywards, programa de viajante freqüente da Emirates, atingiu a marca de três milhões e 400 mil participantes, no ano fiscal 2007-08. Também lançou o católogo de vendas Emirates High Street, possibilitando compras de produtos exclusivos e pagamento com milhas ou cartões de créditos.

O portal de internet da empresa, www.emirates.com, foi redesenhado e instalado em 76 sites diferentes em 10 línguas, oferecendo dispositivos aperfeiçoados de reserva e uma experiência amigável de uso.

A Emirates SkyCargo teve uma boa performance num ano turbulento para a indústria do transporte aéreo de carga, conquistando receita considerável e sólido volume de transporte, apesar do altíssimo preço do combustível, do desaquecimento econômico nos Estados Unidos e do mal tempo que afetou a produção agrícola em mercados-chave. A divisão transportou 1,3 milhão de toneladas de carga, um aumento de 10,9 % sobre o ano anterior, que registrou um milhão e 200 mil toneladas de carga transportada. A receita aumentou 20%, alcançando US$1,8 bilhão, contra US$1,5 bilhão no ano fiscal anterior.

A receita de carga representou 19% da receita total de transporte da empresa. Este é um dos maiores índices de toda a indústria do transporte aéreo, para empresas com frotas similares. Durante o ano, a SkyCargo inaugurou serviços exclusivamente cargueiros para Djibuti, Hahn, Toledo e Zaragoza. No final do ano fiscal, a frota cargueira era de 10 aeronaves – cinco próprias e cinco aviões contratados sob o sistema de leasing. No total, a Emirates SkyCargo transportou carga em 114 aeronaves, incluindo carga de porão nos aviões de passageiros, para 99 cidades em seis continentes.

A divisão Destination & Leisure Management alcançou receita de US$382 milhões. A Arabian Adventures e a Emirates Holidays atenderam um total de 397.000 turistas, representando aumento de 8%. A Arabian Adventures também recebeu 297.000 visitantes em Dubai, um aumento de 13 % comparado ao ano fiscal 2006-07.

O Harbour Hotel and Residence na Marina de Dubai abriu as portas em novembro de 2007, conquistando fama rapidamente, pela qualidade dos serviços, e aumentando a taxa de ocupação em 85% em apenas três meses. O Al Maha manteve posição como um dos mais bem sucedidos pequenos resorts luxuosos no mundo, registrando uma taxa de ocupação recorde de 78%.

As próximas unidades da Emirates Hotels and Resorts a entrar em serviço são o luxuoso Green Lakes Serviced Apartments, em maio de 2008, o ecológico Wolgan Valley Resort & Spa, na Austrália (final de 2009), o Cap Ternay Resort Villa & Spa, nas Ilhas Seichelles (2010) e as torres de 70 andares Park Towers Hotel & Residence, em Dubai.

A Dnata registrou sólido crescimento de 27,2% em receita, chegando a US$718 milhões. A empresa ocupa posição chave no rápido crescimento do tráfego aéreo em Dubai, tendo atendido 119.510 aeronaves (crescimento de 9%), 35,6 milhões de passageiros (18,4% de aumento) e 632.549 toneladas de carga (crescimento de 18%) em 2008.

Durante o ano fiscal 2007-08, a empresa prosseguiu com sua expansão internacional em serviços de aeroportos, assumindo o atendimento a novos clientes na Suíça, na Austrália e na China. Opera agora em 17 aeroportos de sete países.

A Gerência de Instalações e Projetos da Emirates realizou obras no valor de US$578 milhões, inaugurando instalações no ano fiscal 2007-08, incluindo a nova e vistosa sede administrativa do Grupo Emirates, o Centro de Engenharia, o Centro de Logística da Zona Livre (da Dnata), o Harbour Hotel & Residence e um novo centro de treinamento de tripulantes. Projetos em andamento representam um investimento de US$1 bilhão, incluindo novos prédios em Dubai, como o Anexo da Destination & Leisure Management, o Emirates Call Centre e residências para funcionários em Ras Al Khor, Al Majan e em Media City.

Em 31 de março de 2008, o Grupo empregava 35.286 pessoas, representando 145 nacionalidades diferentes. Durante o ano, o Grupo contratou mais de sete mil pessoas, incluindo cerca de 2.000 comissários de bordo e 400 pilotos.

FONTE: Aviação Brasil – Assessoria de Imprensa – São Paulo/SP

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