Aeroporto Internacional de Macapa

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Foto: Infraero

O Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre, em Macapá (AP) completou no último dia 12 de março, 41 anos sob a administração da Infraero. Para marcar uma nova fase, a Infraero inaugura nesta sexta-feira (12/4/19) o novo terminal do aeroporto.

A obra, que recebeu investimentos de R$ 166,4 milhões e é um dos principais empreendimentos do Governo Federal na Região Norte, vai oferecer os melhores níveis de serviço, atendimento, conforto e segurança para os passageiros que chegam e partem da capital amapaense.

Com o novo terminal do aeroporto, o futuro desembarca no Amapá. As novas instalações contam com o que há de mais moderno em infraestrutura, conforto, tecnologia e segurança. Com uma área de 27,2 mil m², o terminal poderá receber 5 milhões de passageiros por ano, duas vezes maior que a capacidade das antigas instalações. A nova estrutura terá recursos de automação no ar condicionado e iluminação e contará com 25 balcões de check-in, seis escadas rolantes, 13 elevadores e três novas esteiras de restituição de bagagem, além de um sistema de prevenção e combate a incêndio sem igual no estado e soluções de acessibilidade em todo o aeroporto para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

“Essa obra moderna e funcional é a Infraero levando um padrão de alta qualidade aos usuários do transporte aéreo e toda essa cadeia de serviços em Macapá. Esse fator, associado à expertise da empresa com aeroportos e o anúncio da redução do ICMS no querosene de aviação pelo Governo do Amapá vão colaborar para o desenvolvimento da economia local e estimular a aviação civil na região”, afirma a presidente da Infraero, Martha Seillier.

O novo terminal de passageiros de Macapá terá condições de receber voos internacionais. O projeto entregue pela Infraero conta com áreas disponibilizadas para Polícia Federal, Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Vigilância Agropecuária (Vigiagro).

“A presença dos voos internacionais depende do interesse das empresas aéreas, que vão avaliar questões como demanda do mercado local. Ao mesmo tempo, a Infraero pode buscar contato com operadores aéreos, órgãos públicos e de fomento ao turismo e negócios para que as atividades de alfândega, imigração e vigilâncias sanitária e agropecuária sejam definidas”, explica a superintendente Keyla de Moraes.

Sustentabilidade

O consumo responsável dos recursos naturais será uma característica do novo aeroporto. A nova estrutura contará com iluminação natural e sistema automatizado de lâmpadas de LED, o que permitirá uma economia de energia de 50% em relação ao antigo terminal. Esse sistema, associado à climatização automatizada e aos vidros laminados, darão conforto ao passageiro e redução de gastos com energia.

Nos recursos hídricos, a cobertura do novo terminal fará a captação água da chuva, que servirá para atividades de irrigação e limpeza, preservado os recursos naturais e reduzindo custos com tratamento e abastecimento de água.

Outra solução disponível é o separador de água e óleo no sistema de drenagem do pátio de aeronaves, o que faz com que os resíduos de óleos e graxas dos equipamentos das empresas aéreas sejam filtrados e evitem a poluição do entorno do aeroporto.

“A obra também trouxe soluções no sistema água do ar condicionado, transformadores, geradores e circuitos elétricos. Esse conjunto faz toda diferença no dia-a-dia, porque permite menores consumos de energia, água e até de óleo diesel no caso do gerador”, explica o superintendente de Engenharia da Infraero, Adelcio Guimarães Filho.

História

A história do Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre começou a ser escrita na década de 1930, durante a Segunda Guerra, quando o governo dos Estados Unidos buscou composição com o Brasil para construção de bases aéreas militares. Alguns anos mais tarde, em 1943, na época do antigo Território Federal do Amapá, o então governador Pauxi Nunes convidou o coronel Belarmino Bravo, da Força Aérea Boliviana, para fundar o Aeroclube de Macapá, para desenvolver, basicamente, atividades sociais e recreativas.

Com a instalação do Serviço de Aeronáutica (Saer), em 1953, composto por um hangar, um avião Bonanza Beechcraft A36 e um campo de pouso, a sistematização de frequência de voos ficou consolidada. O avião foi adquirido com o objetivo de atender com mais rapidez a cobertura dos serviços administrativos do governo e, ao mesmo tempo, auxiliar a população no transporte de medicamentos para o interior ou de pessoas doentes para Belém do Pará.

No ano de 1956 foi criado, no Aeroclube do Macapá, o curso de piloto de aeronaves; dois anos depois, em 1958, ocorreu a transferência das atividades aeroportuárias do campo de pouso, então existente na Avenida FAB, para a atual base do Aeroporto Internacional de Macapá.

Veja os números de embarques em voos comerciais no aeroporto, com base nos sistemas de dados do Portal Aviação Brasil.