Aeroporto Internacional de Macapa

5483
Macapa, Aeroporto Internacional de Macapa, Portal Aviação Brasil
Foto: Infraero

O Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre, em Macapá (AP) completou no último dia 12 de março, 41 anos sob a administração da Infraero. Para marcar uma nova fase, a Infraero inaugura nesta sexta-feira (12/4/19) o novo terminal do aeroporto.

A obra, que recebeu investimentos de R$ 166,4 milhões e é um dos principais empreendimentos do Governo Federal na Região Norte, vai oferecer os melhores níveis de serviço, atendimento, conforto e segurança para os passageiros que chegam e partem da capital amapaense.

Com o novo terminal do aeroporto, o futuro desembarca no Amapá. As novas instalações contam com o que há de mais moderno em infraestrutura, conforto, tecnologia e segurança. Com uma área de 27,2 mil m², o terminal poderá receber 5 milhões de passageiros por ano, duas vezes maior que a capacidade das antigas instalações. A nova estrutura terá recursos de automação no ar condicionado e iluminação e contará com 25 balcões de check-in, seis escadas rolantes, 13 elevadores e três novas esteiras de restituição de bagagem, além de um sistema de prevenção e combate a incêndio sem igual no estado e soluções de acessibilidade em todo o aeroporto para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

“Essa obra moderna e funcional é a Infraero levando um padrão de alta qualidade aos usuários do transporte aéreo e toda essa cadeia de serviços em Macapá. Esse fator, associado à expertise da empresa com aeroportos e o anúncio da redução do ICMS no querosene de aviação pelo Governo do Amapá vão colaborar para o desenvolvimento da economia local e estimular a aviação civil na região”, afirma a presidente da Infraero, Martha Seillier.

O novo terminal de passageiros de Macapá terá condições de receber voos internacionais. O projeto entregue pela Infraero conta com áreas disponibilizadas para Polícia Federal, Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Vigilância Agropecuária (Vigiagro).

“A presença dos voos internacionais depende do interesse das empresas aéreas, que vão avaliar questões como demanda do mercado local. Ao mesmo tempo, a Infraero pode buscar contato com operadores aéreos, órgãos públicos e de fomento ao turismo e negócios para que as atividades de alfândega, imigração e vigilâncias sanitária e agropecuária sejam definidas”, explica a superintendente Keyla de Moraes.

Sustentabilidade

O consumo responsável dos recursos naturais será uma característica do novo aeroporto. A nova estrutura contará com iluminação natural e sistema automatizado de lâmpadas de LED, o que permitirá uma economia de energia de 50% em relação ao antigo terminal. Esse sistema, associado à climatização automatizada e aos vidros laminados, darão conforto ao passageiro e redução de gastos com energia.

Nos recursos hídricos, a cobertura do novo terminal fará a captação água da chuva, que servirá para atividades de irrigação e limpeza, preservado os recursos naturais e reduzindo custos com tratamento e abastecimento de água.

Outra solução disponível é o separador de água e óleo no sistema de drenagem do pátio de aeronaves, o que faz com que os resíduos de óleos e graxas dos equipamentos das empresas aéreas sejam filtrados e evitem a poluição do entorno do aeroporto.

“A obra também trouxe soluções no sistema água do ar condicionado, transformadores, geradores e circuitos elétricos. Esse conjunto faz toda diferença no dia-a-dia, porque permite menores consumos de energia, água e até de óleo diesel no caso do gerador”, explica o superintendente de Engenharia da Infraero, Adelcio Guimarães Filho.

História

A história do Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre começou a ser escrita na década de 1930, durante a Segunda Guerra, quando o governo dos Estados Unidos buscou composição com o Brasil para construção de bases aéreas militares. Alguns anos mais tarde, em 1943, na época do antigo Território Federal do Amapá, o então governador Pauxi Nunes convidou o coronel Belarmino Bravo, da Força Aérea Boliviana, para fundar o Aeroclube de Macapá, para desenvolver, basicamente, atividades sociais e recreativas.

Com a instalação do Serviço de Aeronáutica (Saer), em 1953, composto por um hangar, um avião Bonanza Beechcraft A36 e um campo de pouso, a sistematização de frequência de voos ficou consolidada. O avião foi adquirido com o objetivo de atender com mais rapidez a cobertura dos serviços administrativos do governo e, ao mesmo tempo, auxiliar a população no transporte de medicamentos para o interior ou de pessoas doentes para Belém do Pará.

No ano de 1956 foi criado, no Aeroclube do Macapá, o curso de piloto de aeronaves; dois anos depois, em 1958, ocorreu a transferência das atividades aeroportuárias do campo de pouso, então existente na Avenida FAB, para a atual base do Aeroporto Internacional de Macapá.

Veja os números de embarques em voos comerciais no aeroporto, com base nos sistemas de dados do Portal Aviação Brasil.

Macapa, Aeroporto Internacional de Macapa, Portal Aviação Brasil

Macapa, Aeroporto Internacional de Macapa, Portal Aviação Brasil