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Aeroporto Internacional de São Paulo (GRU Airport)

Os números do aeroporto de uma forma como você nunca viu...

Foto: Alexandre Barros

Atualizamos os números do Aeroporto Internacional de São Paulo, Guarulhos, o GRU Airport. Neste trabalho inédito apresentamos informações do histórico de passageiros embarcados e desembarcados no aeroporto de 2000 a 2020, a participação de mercado das empresas em operações domésticas e internacionais dos últimos 5 anos, entre 2016 e 2020, e finalizando com os voos vigentes no aeroporto.

Vejam os números operacionais do aeroporto, atualizados pelo Portal Aviação Brasil

A pandemia reduziu em mais de 50% o volume de passageiros que embarcaram e desembarcaram em Guarulhos em 2020. O aeroporto, que apresentou crescimento nos últimos 3 anos, saltando de 36 milhões de passageiros em 2016 para 44,5 milhões em 2019, assim como os demais aeródromos no mundo, sentiu o vazio dos saguões no pico da pandemia de Covid-19 em 2020. O resultado foi uma queda de 54% nos passageiros embarcados e desembarcados em 2020.

Participação de mercado dos últimos 5 anos, das empresas que operam em Guarulhos, voos domésticos de passageiros

Entre 2016 e 2018 estava claro que Latam Brasil e GOL teriam uma concorrência cada vez maior no aeroporto com a Avianca Brasil. Porém, com a quebra da empresa em 2019 o que se viu foi um crescimento desse duopólio no aeródromo e uma estagnação da Azul, onde ficou claro que a preocupação da companhia era fortalecer seu hub em Campinas e crescer em Congonhas. 

A GRU Airport, concessionária que administra o aeroporto, registrou no primeiro mês de 2021 a movimentação de mais de 2,2 milhões de passageiros. As fortes restrições de movimentação e fechamentos de países e cidades impostas pela pandemia da Covid-19 resultaram na redução de 46% quando comparado com os números contabilizados no mesmo período de 2020 quando a concessionária registrou 4,2 milhões de passageiros e 27,3 mil pousos e decolagens (nacionais e internacionais).

O mês de janeiro registrou cerca de 1.9 milhões de passageiros com origens ou destinos nacionais, em uma média de diária de 481 pousos e decolagens. Esses números ainda representam uma redução de 32 % quando comparado com a movimentação do mesmo período do 2020, onde foram processados, em média, 95,4 mil passageiros por dia em destinos nacionais.

Por conta do fechamento de fronteiras causadas pela pandemia, o tráfego doméstico ainda continua sendo o mais representativo, registrando cerca de 87% do total de passageiros processados.

O tráfego internacional representou apenas 13% do volume de passageiros total que passaram pelo aeroporto, totalizando cerca de 9,4 mil passageiros por dia. Quando comparado com o mesmo período de 2020, apresenta uma queda de 77,1%, quando foram transportados cerca de 41 mil passageiros por dia.

O Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, administrado pela GRU Airport, movimentou em janeiro de 2021 cerca de 19 mil toneladas entre importação e exportação. Comparado com o mesmo período do ano anterior, esses números representam um crescimento de 3% na exportação.

Entre os itens mais transportados nesse período estão fármacos, partes e peças automotivas, têxtil, alimentos, maquinários, peças aeronáuticas e devido a sua malha aérea e conectividade, o aeroporto também vem se destacando na distribuição do comércio eletrônico.

O terminal, foi a principal porta de entrada para cargas farmacêuticas no Brasil, especialmente aquelas dedicadas ao combate da pandemia de COVID-19, fechando o mês com 51% do Market share do segmento.

Participação de mercado dos últimos 5 anos, das empresas que operam em Guarulhos, voos internacionais de passageiros

Este quadro é interessante, não só por podermos analisar crescimento de mercado mas como uma forma de analisar as empresas que deixaram de operar no aeroporto entre 2016 e 2020, assim como aquelas que surgiram na operação. Das mais significativas a Avianca Brasil e Peru, Cubana, Etihad Airways, Korean Air e Singapore Airlines deixaram de operar. Iniciaram operações empresas como Amaszonas Bolivia, FlyBondi, JetsMart e Sky Airline.

Um pouco mais de história…

Em 20 de janeiro de 2020 o Aeroporto Internacional de São Paulo, GRU Airport, completou 35 anos de operações. A Infraero, administrou o aeroporto desde sua inauguração, em 20/01/1985, até 6 de fevereiro de 2012, quando o consórcio formado pelas empresas Invepar (Investimentos e Participações em Infraestrutura S.A.) e ACSA (Airports Company South Africa) foi anunciado o vencedor do leilão de concessão do Aeroporto Internacional de Guarulhos, e passou a administrá-lo.

Com a assinatura do contrato foi formada a Concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos S.A., com 51% das ações pertencentes à Grupar (grupo Invepar e ACSA) e 49%, à Infraero. Dos 51% da iniciativa privada, a Invepar tem participação de 80% e a ACSA, de 20%.

Em 2/12/2015 o GRU Airport realizou a mudança na numeração de seus terminais, visando estabelecer uma sequência lógica entre eles e, com isso, facilitar a orientação dos passageiros. Com a remuneração, o antigo Terminal 4 passou a ser 1 e os Terminais 1 e 2 foram unificados e passaram a ser o atual Terminal 2. O Terminal 3 manteve sua numeração.

A nova nomenclatura consistiu também na remuneração dos portões de embarque e check-ins, mudança que aconteceu em 17/11/2015. Assim, o Terminal 1, por exemplo, passou a ter portões com numeração a partir de 100. O Terminal 2, a partir de 200, e o Terminal 3, de 300. A mesma numeração vale para as esteiras de restituição de bagagens dos seus respectivos terminais.

Já a identificação dos check-ins por terminal ficaram desta forma: check-in “A” no Terminal 1, check-ins “B”, “C”, “D” e “E” no Terminal 2 e check-ins “F”, “G” e “H” no Terminal 3.

Pátio e Pistas

Para atender aos voos internacionais do Terminal 3, foram construídos dois pátios de aeronaves. Juntos, eles possuem capacidade para 34 aeronaves, sendo 20 com pontes de embarque.

Desde que a Concessionária assumiu a gestão do aeroporto, o número de vagas de aeronaves aumentou de 80 posições no período pré-concessão para 124 atuais. Além disso, foi instalado um moderno sistema de estacionamento automático de aeronaves – VGDS ( Visual Docking Guidance System ), que trouxe maior segurança e eficiência às manobras de estacionamento das aeronaves.

Em fevereiro de 2014, foi autorizada a operação da nova pista de taxiamento. A pista aumenta consideravelmente a eficiência operacional do aeroporto, na medida em que reduz o tempo de movimentação das aeronaves em solo.

Desde agosto de 2015 o aeroporto passou a operar com sistema de aproximação de aeronaves por instrumentos CAT IIIA, que possibilita o pouso das aeronaves em condições de até 200 metros de visibilidade.

Para operação neste sistema, além do aeroporto, as aeronaves precisam estar equipadas e os pilotos treinados e certificados para operar o CAT IIIA.

Diante de um cenário extremamente desafiador em 2020/21, e com a diminuição da capacidade dos voos internacionais de passageiros, a equipe do Terminal de Cargas de GRU trabalha para manter o setor aquecido.

No mês janeiro de 2021 duas companhias iniciaram operações não regulares no TECA. Uma delas é a Scandinavian Airlines System, SAS, uma linha aérea multinacional da Suécia, Noruega e Dinamarca. A outra empresa é TUI Airlines, companhia aérea holandesa de charter que opera de um hub no Aeroporto de Amsterdã-Schiphol. Ambas empresas vieram para o Brasil para abastecer o setor automotivo e criar oportunidades de novos negócios em meio a uma pandemia sem precedentes.

Voos em Operação

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