Azul posterga chegada dos E2 da Embraer

Empresa negocia adiamento de entregas de 59 aeronaves da Embraer (Atualizado às 9h43)

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A Azul anunciou hoje a negociação de um acordo com a Embraer para adiamento de entregas de 59 aeronaves E2s previstas entre 2020 e 2023 para a partir de 2024. Essas aeronaves têm preço de tabela de R$24,5 bilhões.

Em resposta aos impactos do Covid-19 no setor aéreo, a Azul rapidamente adotou medidas para preservar o seu negócio. Com o novo ambiente de demanda, ajustou a sua malha reduzindo em 90% a sua capacidade no mês de abril comparado com 2019. A Companhia também está reduzindo os custos e despesas com folha de pagamento em mais de 50% comparado com o mesmo período do ano passado.

“Como resultado da crise sem precedentes no transporte aéreo em virtude do surto de Covid-19, alguns clientes solicitaram à Embraer a revisão do fluxo de entregas de aeronaves para se adaptar à nova realidade. Embora as mudanças afetem as entregas projetadas em 2020, não houve nenhum cancelamento. A aviação regional tem sido um elemento-chave para manter os serviços essenciais e a malha aérea durante a crise e já é possível observar algumas companhias aéreas retomando gradualmente os voos comerciais usando E-Jets. A Embraer continua a apoiar totalmente seus clientes e está confiante de que o E-Jets terão um papel essencial na recuperação do setor aéreo.”

“A Azul entrou nessa crise como uma das companhias aéreas mais rentáveis do mundo. Não há precedentes para o tamanho do impacto da pandemia na economia brasileira e global, e o momento de recuperação ainda permanece incerto. Com a contribuição de todos os nossos stakeholders, acreditamos que iremos sair dessa crise como uma empresa ainda mais forte. Esse acordo com a Embraer para adiar as próximas entregas de aeronaves começando em 2024 é um componente importante do nosso plano de recuperação, o que nos permite criar um caminho com liquidez para percorrer esta crise. Com esse suporte, somos capazes de garantir os recursos necessários para otimizar a companhia aérea que seremos no futuro”, disse John Rodgerson, CEO da Azul.

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