Noronha, a jóia da Coroa da TRIP

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(Texto & Fotos: Enos Moura Filho)

Nesses dias em que está em moda falar sobre realeza, a TRIP tem uma jóia em sua coroa que é única: a rota para Fernando de Noronha.

A empresa reina soberana como sendo a maior transportadora regional da América Latina e a maior abaixo da linha do Equador, servindo mais de 80 destinos em todo o território nacional, com mais de 70% do market share da aviação regional. Possui seis HUBs: Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Guarulhos, Manaus e Rio de Janeiro.

Conta com uma frota de mais de 40 aeronaves (ATR 42, ATR 72, ERJ 170 e dia 5 de maio recebeu o seu primeiro Embraer ERJ 190 da fábrica). É uma empresa jovem, foi fundada em 1998. Em 2008 se associou à com a norte-americana SkyWest Inc. A operação da empresa para Fernando de Noronha é uma das rotas mais queridas e bem-vistas pela companhia que começou a voar para aquela localidade em 19 de Novembro de 1998, sendo uma das linhas mais antigas da empresa.

Hoje a empresa opera um voo diário a partir Natal com ATR-72 e dois voos diários a partir de Recife (um com ATR-72 e outro com ERJ-170). Lembrando que esses voos não começam e terminam nessas cidades, e sim já vem de outras localidades.

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O portal Aviação Brasil teve a oportunidade de avaliar o serviço da TRIP nessa rota recentemente.

Em Recife, a loja da TRIP é o último guichê da ala sul do Aeroporto de Recife, e os balcões de check-in ficam posicionados bem à frente, do outro lado do saguão. Isso é uma posição privilegiada do ponto de vista de ser mais discreta e ofecerer certa privacidade aos clientes. Há uma entrada de acesso a partir da calçada bem ao lado. Assim sendo, os passageiros não precisam  de deslocar pelo saguão até o check-in da empresa aérea, ou seja, para quem tem bastante bagagem, isso é ótimo.

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Fui direto para a loja da TRIP para me informar sobre a taxa de remarcação de vôo, caso necessita-se pernoitar em Noronha. O atendimento foi muito bom, a gerente interina da TRIP, Allana, esclareceu nossa dúvida e, auxiliada pela funcionária Camila, realizaram nosso check-in para o voo 5430, evitando que tivéssemos de ir para a fila do outro lado do saguão, dado que não tinhamos bagagem para despachar.

A funcionária Allana informou também que a TRIP e a Administração da Ilha de Fernando de Noronha (que pertence ao Estado de Pernambuco), possuem um acordo através do qual permite que as pessoas que residem na ilha, mediante apresentação de documento comprobatório específico (carteira de morador), paguem uma tarifa única por trecho, independente da época do ano, de R$100,00 + taxa de embarque (no Recife a taxa é de R$20,66 e em Noronha de R$14,00).

Considerando que as tarifas para Noronha tem preços mais elevados que outras rotas com a mesma distância percorrida, dado o tipo de turismo de alto padrão existente no local, a tarifa a esse preço para os ilhéus é uma ferramenta de sobrevivência importante. Allana também informou que por vezes cargas com destino a Noronha ficam no chão aguardando o próximo vôo dado o bom nível de ocupação dos vôos e a quantidade de bagagem levadas pelos passageiros.

O Aeroporto do Recife é um dos poucos já praticamente prontos para a Copa do Mundo e também um dos mais belos da rede da INFRAERO, com bastante uso de iluminação natural. O terraço é amplo e relativamente bom até para fotos. O vidro é inclinado, e o público não tem contato com ele de forma que não existem marcas de mãos como vemos, por exemplo, nos janelões dos terraços de Guarulhos. Por outro lado, a visão é limitada pelo teto do prédio, e praticamente não se vê céu acima do aeródromo. Nessa hora dá saudades do velho terminal, onde havia um terraço aberto, sem vidros, e com pé direito imenso. Podíamos ver toda a aproximação das aeronaves. Outras limitações para fotos são os postes, os fingers e as próprias divisórias dos janelões.

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Já no portão de embarque vejo que é quase nítida a percepção de Noronha como destino turístico, dada a quantidade de jovens e pessoas com roupas mais confortáveis, mais leves e a quantidade de casais.

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O embarque é dado de forma ordeira e rápida, obedecendo-se as prioridades de praxe, os 82 passageiros não gastam mais de 15 minutos para se acomodarem. Ainda havia alguns poucos lugares vagos, visto que a capacidade do Embraer 170 é de 86 lugares, configurados em classe única na disposição 2 X 2.

A tripulação do vôo TRIP 5034 era composta pelo Comandante Costa, co-piloto Neto e pelas comissárias Danila e Hilda.

As portas da aeronave foram fechadas às 12:55, sendo que logo em seguida iniciou-se o Pusk-Back e decolagem às 13:04; onze minutos antes do horário programado.

Estabilizados no nível 330, aproximadamente 10.050 metros de altitude, a uma velocidade média de 910 km/h, foi dado início ao serviço de bordo. Nesse trecho, tanto na ida quanto na volta, foi servido um pacote de bolachas salgadas, um doce (Bananinha) e bebidas diversas, aliás, com várias opções: 2 tipos de refrigerantes normais e diet/light, dois sabores de suco, água e cerveja, com opção de segunda rodada. Para a duração do trecho o serviço foi o aceitável, nada extraordinário demais, mas também nada econômico demais.

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A TRIP oferece como entretenimento à bordo uma excelente revista de bordo, chamada VOE, com reportagens atuais, que não deixa a desejar em nada perante qualquer outra revista de bordo, aliás, traduz o espírito de empresa aérea reginal com jeito de nacional.

O Embraer ERJ-170 oferece janelas maiores que os jatos da Boeing e Airbus, e melhor posicionadas em relação ao passageiro. O pitch entre os assentos na configuração escolhida pela TRIP é confortavel. Apenas dois eventos mínimos contribuíram para que a questão dos assentos não fosse excelente: na ida havia restos de bolacha na mesa retrátil e na volta a nossa poltrona, 4A, simples não estava reclinava. Pequenas considerações que merecem suas devidas atenções.

Pousamos em Noronha às 15h01 no horário local. Como o aeroporto é pequeno, taxiamento e desembarque foram bem rápidos.

O visual da Ilha de Fernando de Noronha, quando se está chegando, é tão bonito que parece que toda a aproximação para pouso é um voo panorâmico. A água do mar vai pasando de um azul escuro de águas profundas para um azul mais claro, até assumir tons de verdes escuros e ainda mais claros até chegar à praia de areia amarelinha e virgem, emoldurada pelo branco das espumas das ondas quebrando na arrebentação, num espetáculo que lembra as cores do nosso Brasil. Parece que se quer afirmar que “sim, no nosso país também há lugares paradisíacos”.

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Noronha recebe voos diários da TRIP e da GOL (essa com apenas uma frequência ao dia). O terminal é pequeno e já merece atenção para uma ampliação e melhor conforto dos clientes e usuários.

No acesso da pista para a área de recuperação de bagagem há de se passar pela área de checagem e pagamento da taxa ambiental obrigatória para entrada e permanência na ilha, que é de R$25,00/dia para quem paga antecipadamente (e só tem de apresentar o comprovante de pagamento), ou R$40,00/dia para quem paga na hora.

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A equipe da TRIP em Noronha é própria, cerca de 15 pessoas, sendo 7 na rampa e 8 no check-in, capitaneadas pela gerente Carla, aliás, ela mesma fez meu check-in, em menos de 2 minutos. São todos moradores da ilha, muito atenciosos e profissionais.

Havia setenta passageiros no voo 5431. O horário previsto de decolagem era 16h00 local, mas às 15h57 o PP-PJE já deixava a pista 12 rumo ao continente. O comandante Costa informou que esse era o último trecho do dia para aquela tripulação que começou no Santos Dumont, e feito o voo de lá para Confins, Maceió, Recife e a ida e volta a Noronha. Agora descansariam até o dia seguinte na Capital do Frevo. O PP-PJE continuaria o caminho inverso, REC-MCZ-CNF-SDU, com nova tripulação.

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A TRIP tem acordo comercial com a TAM e transporta os passageiros dessa empresa na rota para Noronha. Recentemente anunciou-se a intenção de aquisição de 30% da TRIP pela TAM. Assim sendo, essa parceira tende apenas a se consolidar ainda mais.

A chegada ao Recife se deu às 15h51 no horário local, ou seja, 9 minutos antes do previsto. Levamos 10 minutos para desembaraçar e chegamos na sala de recuperação de bagagens, onde já havia passageiros recolhendo as suas.

A experiência de visitar Noronha voando TRIP foi muito gratificante. Do check-in ao serviço a bordo todos os profissionais estavam empenhados em prestar o melhor atendimento ao passageiro, comprometidos com a qualidade que a companhia tanto preza.

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