United apresenta prejuízo de quase US$ 3 bilhões de dolares no semestre

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A UAL Corporation, empresa holding da United Airlines, anunciou hoje, dia 22 de julho, que teve um prejuízo líquido de US$ 2,7 bilhões, ou de US$ 151 milhões, com a exclusão de certas mudanças contábeis, em sua maioria não relacionadas com o caixa da empresa, no segundo trimestre de 2008. O prejuízo é conseqüência de um aumento de US$ 773 milhões nas despesas da empresa com combustíveis.

Durante o período, a empresa continuou a manter o foco no controle de custos. O custo por assento-milha oferecido (CASM) de sua unidade principal, excluindo os combustíveis e as mudanças contábeis, aumentou 2,6% com relação ao mesmo período de 2007. Se forem incluídas as despesas com combustíveis e as mudanças contábeis, o custo por CASM da unidade principal aumentou 85,5%, incluindo um aumento de 55,4% no preço do combustível usado pela unidade principal.

No período, a empresa melhorou sua posição com relação ao caixa, ao levantar US$ 90 milhões por meio de novos financiamentos, venda de propriedades e a liberação de até US$ 130 milhões em recursos de uso com restrições. A empresa está levantando US$ 330 milhões no terceiro trimestre por meio de financiamentos de aviões e liberação de recursos com restrições. O resultado será um aumento de aproximadamente US$ 550 milhões nos recursos disponíveis para uso imediato.

A empresa também anunciou no segundo trimestre novas reduções em sua frota, com a retirada de serviço de todos os seus aviões do tipo Boeing 737 e de seis Boeing 747. No total, a empresa vai retirar de serviço 100 aviões. A capacidade de oferta da unidade principal para vôos domésticos nos Estados Unidos terá uma redução de entre 15,5 e 16,5% até o quarto trimestre deste ano, com relação ao quarto trimestre do ano passado. Ligada a esta redução, é esperado um corte de aproximadamente 7 mil postos de trabalho até o fim de 2009.

Ainda durante o período, a United Airlines anunciou uma nova aliança de parceria com a Continental Airlines. Esta parceria criará o mais abrangente sistema de rotas domésticas dentro dos Estados Unidos, por meio da ligação entre as redes das duas empresas, e abre a possibilidade de reduções de custos e aumento de eficiências, beneficiando, ao mesmo tempo, os viajantes.

Os resultados financeiros da empresa no segundo trimestre foram bastante prejudicados pelas mudanças contábeis, anunciadas antecipadamente, que vieram somar-se ao aumento de US$ 773 milhões, ou 54,1%, nas despesas com combustíveis. Essa situação levou a uma sensível redução nos seus resultados operacionais com relação ao mesmo período do ano passado. As mudanças contábeis representaram um custo de US$ 2,6 bilhões.

É possível que novas mudanças desse tipo venham a ocorrer futuramente, relacionadas, por exemplo, com a retirada de aviões de serviço, custos de demissões e fechamento de instalações. A empresa não tem, no momento, condições de fazer um cálculo razoável de quais serão e a quanto montarão essas despesas.

Se não forem consideradas as mudanças contábeis, a empresa teve um prejuízo operacional de US$ 87 milhões no período, em comparação com uma renda operacional de US$ 537 milhões no mesmo período do ano anterior. Este prejuízo foi conseqüência, especialmente, da alta dos preços dos combustíveis. Dessa maneira, a empresa teve um prejuízo líquido de US$ 151 milhões no segundo trimestre de 2008, resultado inferior em US$ 425 milhões ao do segundo trimestre de 2007.

Incluídas as mudanças contábeis, a empresa registrou no trimestre um prejuízo operacional de US$ 2,69 bilhões e um prejuízo líquido de US$ 2,75 bilhões.

O aumento consistente da receita e a melhor performance com relação aos custos não foram suficientes para compensar o aumento de mais de 55% no preço médio do combustível de aviação.

O presidente, presidente do Conselho e CEO da empresa, Glenn Tilton, declarou: “O setor no qual operamos tem diante de si um desafio nunca antes experimentado, o aumento continuado dos preços do petróleo. A United está tomando medidas corajosas para compensar os preços sem precedentes dos combustíveis e para aumentar a competitividade da empresa. A eliminação de toda a nossa frota de aviões Boeing 737 e nossa aliança com a Continental são exemplos das diversas abordagens que estamos seguindo para responder às dramáticas mudanças nas condições do mercado, com o objetivo de obter melhores resultados para nossos acionistas”.

FONTE: Aviação Brasil – Assessoria de Imprensa – São Paulo/SP

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