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Empresas aéreas propõem fim do bilhete de papel para cortar custos

As companhias aéreas do mundo concordaram nesta segunda-feira com medidas de redução de custo, como a adoção de passagens totalmente eletrônicas até 2007, em mais uma tentativa de reduzir custos.

A medida foi determinada por 700 executivos de companhias aéreas durante a conferência anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, da sigla em inglês) e Encontro do Transporte Aéreo Mundial.

“Em 2003, a indústria sobreviveu aos quatro cavaleiros do Apocalipse — Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), conflito no Iraque, terrorismo e economia. Agora, o quinto cavaleiro –o preço do petróleo– pode acrescentar até US$ 1 bilhão por mês aos nossos gastos e impedir a lucratividade novamente”, disse o diretor-geral da Iata, Giovanni Bisignani.

Bisignani afirmou que se o combustível ficar em média em US$ 36 o barril este ano, o setor pode amargar US$ 3 bilhões de prejuízo, mas uma recuperação para US$ 33 pode permitir o equilíbrio.

As companhias aéreas registraram mais de US$ 30 bilhões em perdas nos últimos três anos com o impacto dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, a Sars e a guerra no Iraque.

Com o tráfego global de passageiros no primeiro trimestre cerca de 6,5% acima dos níveis de 2001, a indústria como um todo esperava registrar lucro de cerca de US$ 3 bilhões em 2004. Mas agora pode enfrentar outro ano no vermelho por conta dos altos preços de petróleo.

Os preços da commodity nos Estados Unidos atingiram o maior patamar em 21 anos, a US$ 42,45 o barril na semana passada, embora tenham recuado desde então para cerca de US$ 38.

O combustível para os aviões é o segundo maior gasto das companhias aéreas, representando de 12% a 20% das despesas operacionais totais.

Além de eliminar as passagens de papel, Bisignani informou que as empresas concordaram em trabalhar em um padrão para terminais de check-in ao redor do mundo, e pediu aos governos para assumirem mais o custo anual de US$ 5 bilhões com segurança aérea.

FONTE: Reuters Investor – Reuters Investor – São Paulo/SP

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