A Rio Sul está disposta a deixar um jato ERJ 145 Jetclass, de 50 lugares, operando no interior do Estado, a partir de 1º de julho, se até essa data não tiver fechado a negociação das linhas com a empresa OceanAir.

A informação foi confirmada ontem pela assessoria de imprensa da Rio Sul. Amanhã, o presidente da companhia, George Ermakoff, vai debater o assunto com parlamentares da bancada gaúcha, em Brasília.

A Rio Sul já anunciou que, em julho, pretende encerrar as operações com os aviões Brasília, de 30 lugares, que hoje atendem os municípios de Santo Ângelo, Passo Fundo, Rio Grande, Uruguaiana, Pelotas e Santa Maria. Os serviços serão mantidos normalmente em Caxias e Porto Alegre. A companhia só continuará a operar com aeronaves maiores e em rotas consideradas com viabilidade econômica. Em médio prazo, os planos para todo o país são de voar apenas com Boeings.

Ontem, a assessoria da Rio Sul fez questão de observar que a alternativa do jato para atender à região seria temporária, somente até a conclusão de acordo com a OceanAir e com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Se as negociações tiverem sucesso, nova bandeira assumirá a estrutura usada pela Rio Sul nesses municípios – mão-de-obra e os cinco aviões.

Para o deputado federal, Darcísio Perondi (PMDB-RS), a saída apresentada pela Rio Sul já é resultado da pressão das forças políticas e econômicas das regiões afetadas pela ameaça da suspensão dos vôos.

– Na reunião de quarta-feira, vamos mostrar que a bancada gaúcha quer que a Rio Sul continue operando e que podemos intermediar, junto ao BDNES, uma solução para as linhas – disse Perondi.

O ex-secretário estadual dos Transportes deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), porém, avisa que seriam necessários pelos menos dois jatos para atender a demanda nesses municípios.

Beto lembra que, atualmente, todos os aeroportos – com exceção de Rio Grande, que já está em fase final de alargamento da pista – têm condições de operar com jatos de médio porte.

O ideal, na análise de Beto, seria que a Rio Sul colocasse um JetClass e um Boeing para atender o Interior.

– Faço um desafio: que a empresa coloque um Boeing operando nessa região. Tenho certeza de que iria se surpreender com a demanda – afirmou o deputado.

FONTE: Zero Hora – Redação – São Paulo/SP

Artigo anteriorNordeste se reequipa
Próximo artigoGol supera Vasp e Rio-Sul em Abril
Profissional do setor de aviação desde 1992, Barros foi o criador de associações vocacionais como Cotan e ApoVoos, que funcionaram até 1999. A transição da ApoVoos para Aviação Brasil ocorreu no ano 2000, com o boom da internet, e desde então é o responsável pela edição de matérias do Portal. Formado em Marketing pela Anhembi Morumbi, teve passagens por empresas do setor e de tecnologia, onde se especializou com conhecimentos de dados e inteligência artificial. É o responsável pela transição do Portal para uma empresa de Inteligência de Mercado.

Deixe uma resposta