Terra Avia, da Moldávia, faz história em Florianópolis

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Foto: Felipe Carneiro

O Aeroporto Internacional de Florianópolis recebeu na tarde de ontem (11) o voo de um Boeing 747-4D7BCF, prefixo ER-BAG, da Terra Avia, da Moldávia, que pesa quase 400 mil quilos, e fez uma viagem intercontinental, entre Guangzhou, na China e a capital catarinense, com escalas técnicas em Baku e Dakar, trazendo 700 metros cúbicos de mercadoria de natureza hospitalar. São materiais de EPI, de um importador privado.

Foi a primeira vez que o Aeroporto Internacional de Florianópolis recebeu este modelo de aeronave. Há 25 anos, uma aeronave semelhante porém menor e menos pesado, um Boeing 747-200, já havia feito uma escala na cidade. O pouso do voo da TVR 945, da Terra Avia, ocorreu às 15:02 e a decolagem está prevista para a sexta-feira (12).

“Este voo é a materialização de um aspecto do Aeroporto Internacional de Florianópolis, que a Floripa Airport sempre acreditou e trabalhou arduamente para demonstrar: somos um aeroporto com condições excepcionais para a movimentação de cargas, com infraestrutura no mesmo nível dos 5 principais aeroportos do país para o setor” analisa Ricardo Gesse, Diretor Geral da Floripa Airport.

Obras de pátio e pista feitas pela Floripa Airport são melhorias que credenciaram o aeroporto de Florianópolis para operações deste porte e garantiram a homologação em outubro de 2019, junto à Anac, do aeroporto para receber aeronaves wide body ou código “E”, como o jumbo. São elas:

● A ampliação da pista principal de pouso e decolagem;
● O alargamento da pista com a implementação de acostamentos;
● O aumento da capacidade de pátio com a inauguração do novo terminal;
● A construção de áreas de segurança nas cabeceiras, as chamadas RESA.

Do ponto de vista operacional, outras características são condicionantes favoráveis para operações com aeronaves código E:

● a resistência do pavimento da pista, atestada recentemente por estudos técnicos feitos pela concessionária;
● o baixo índice de fechamento do aeroporto por questões meteorológicas, um dos menores do eixo sul/sudeste;
● o fato da pista de 2.400 metros estar ao nível do mar.

Outra iniciativa da Floripa Airport para garantir a operação com a aeronave jumbo foi a parceria com a Dnata, empresa de atividade de rampa (Ground Handling), especializada no atendimento de aviões de categoria E, um serviço que o aeroporto da Capital ainda não tinha.

“O Floripa Airport Cargo é um novo player no cenário de logística aérea internacional, o que, do ponto de vista nacional, diversifica as opções do mercado e, ao olhar o universo local, traz muitos frutos ao estado catarinense. Até agora, o que acontecia é que o importador internacional trazia a carga aérea por São Paulo e depois dependia do transporte rodoviário para chegar a Santa Catarina. Agora, saímos desta dependência total de São Paulo, reduzindo custo e tempo de importação. É um novo cenário que gera emprego na região e movimenta nossa economia” observa Gesse.

A eficiência operacional do Terminal Internacional de Cargas do aeroporto, como a segurança do terminal, a agilidade na liberação de mercadorias (71% liberadas em até 24 horas) e a infraestrutura de armazenamento, também contaram para a vinda do Boeing 747-400F, um voo que entra para a história do Aeroporto Internacional de Florianópolis.

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