Boeing 737-MAX 8

A Aerolineas Argentinas possui atualmente 13 rotas para o Brasil, suspensas até 1º de setembro, cumprindo ordens do governo argentino, devido a pandemia de Covid-19. As principais ligações partem de São Paulo e Rio de Janeiro.

A companhia opera no Brasil desde 15 de fevereiro de 1946, quando a FAMA iniciou os voos entre Buenos Aires – Montevideu, Rio de Janeiro – Belém – Port of Spain. Isso fez parte da formação da empresa, que vocês podem ler ao final desta matéria. Abaixo publicamos alguns dados recentes atualizados:

Total de Passageiros Transportados na rota de e para o Brasil em 2019:
1.031.205 (+4,46% comparado com 2018)

Representatividade de participação de mercado comparado com todas as empresas estrangeiras e nacionais que operam rotas internacionais regulares e não regulares no Brasil:
4,21%

Total de Passageiros Transportados na rota de e para o Brasil, de janeiro a maio de 2020 comparado com 2019:
286.631 (-39,17%)

Participação de mercado entre o seu país de origem e o Brasil em 2019:
26,54%

Participação de mercado entre o seu país de origem e o Brasil, de janeiro a maio de 2020:
31,40%

Principais concorrentes na rota Brasil – Argentina:
Gol Linhas Aéreas com 25,56% e Latam Airlines Brasil com 21,65% de participação de mercado

Histórico de Passageiros Transportados

Abaixo apresentamos o desempenho da empresa com dados históricos e inéditos, produzidos pelo Portal Aviação Brasil. Notamos no último período um crescimento de 4,46% no volume de passageiros transportados comparados com 2018, e dados de 1972, 1982, 1992, 2002, 2012 e de 2018 a 2019. Essa base histórica mostra a evolução da empresa no Brasil.

Rotas operadas no Brasil em 2019 e sua participação de mercado na rota:

Produção: Aviação Brasil

Buenos Aires (Ezeiza) – Curitiba:92,36%
Buenos Aires (Ezeiza) – Florianópolis:35,91%
Buenos Aires (Ezeiza) – Porto Alegre:53,22%
Buenos Aires (Ezeiza) – Porto Seguro:82,20%
Buenos Aires (Ezeiza) – Rio de Janeiro (GIG):47,29%
Buenos Aires (Ezeiza) – Salvador:57,01%
Buenos Aires (Ezeiza) – São Paulo (GRU):21,32%
Córdoba – Florianópolis:5,01% (novo trecho não regular operado em 2019)
Córdoba – Porto Seguro:100% e cresceu 3,60% na rota
Córdoba – Rio de Janeiro (GIG):15,25% e cresceu 52,98% na rota
Córdoba – Salvador:86,87% e teve queda de 4,41% na rota
Rosário – Florianópolis:55,58% e cresceu 10,23% na rota
Rosário – Rio de Janeiro (GIG):0,63% e teve queda de 84,96% na rota

Entre 2017 e 2020 a representatividade de algumas bases apresentaram variações importantes. Vale ressaltar, na análise, que, por exemplo, Foz do Iguaçu, citado em 2018, na verdade, era alternativa ao aeroporto de Iguazú, na Argentina, que foi utilizado durante reforma das pistas no aeroporto argentino. Também importante frizar que, os cinco primeiros meses de 2020 computam meses já afetados pela pandemia de Covid-19. Até por isso, os meses de alta temporada prevaleceram em 2020 e fazem com que cidades turísticas como Florianópolis, Porto Seguro e Rio de Janeiro tenham números mais expressivos se comparados a todo o ano de 2019.

Rotas Descontinuadas em 2020:
Nenhuma até o momento

Rotas a serem acrescidas em 2020:
Sem novas rotas informadas

Histórico da empresa

A empresa foi criada em 3 de maio de 1949 através do conglomerado de 4 empresas (ALFA, ZONDA, FAMA e Aeroposta). A Aeroposta da Argentina, que havia sido criada em 1928 para operar voos de passageiros e correios entre Bahia Blanca e Comodoro Rivadavia, além de uma rota para o Paraguai criada em 1929.

A Alfa, criada em maio de 1946 mas que já operava desde 1939 como Corporacion. Esta empresa possuía uma frota de Douglas DC-3 comprados após a II Guerra Mundial. Um detalhe é que a ALFA foi a primeira empresa estrangeira a comprar um avião britânico pós guerra.

FAMA – Flota Aerea Mercante Argentina, fundada em 8 de fevereiro de 1946, com participação do Estado. A FAMA voou com Douglas DC-4 para Londres, Roma e Madrid. Sua frota ainda teve aeronaves Douglas DC-6, Avro Lancastrians, Avro Yorks e Vikings.

Finalmente a ZONDA, Zonas Oeste y de Norte Aerolineas Argentinas, fundada em 23 de fevereiro de 1946, operando voos entre Buenos Aires e Salta com Douglas DC-3 e Convair 240.

Em 1949 chegou ao Brasil. Conhecidas as quatro empresas que deram origem a Aerolineas Argentinas, esta empresa começou então a operar com uma frota muita diversificada. Em 21 de março de 1950 seu Douglas DC-6 fazia a primeira linha internacional, para Nova York, substituindo o DC-4 da FAMA.

Em setembro de 1950 os Convair CV-240 da ZONDA passaram a atender Córdoba, Mendoza e Santiago. Somente em 7 de dezembro de 1950 é que a Aerolíneas conseguiu realizar toda a integração de rotas.

No início de 1953 o Douglas DC-4 abriu um novo serviço para a Santa Cruz de la Sierra que foi estendida a Lima, no Peru, um ano após.

Em abril de 1958 a Aerolineas encomendou 6 De Havilland Comet IV. Em 16 de abril de 1959 introduziu o conceito do avião a jato no país, com o De Havilland Comet IV, na rota Buenos Aires – Santiago.

Em 19 de maio os Comet IV passaram a voar para Roma, Frankfurt, Paris e Londres, com escalas no Rio, Recife, Dakar e Madrid, e em 7 de junho iniciou a linha de New York via Rio e Port of Spain.

Em 14 de março de 1961 a Aerolineas encomendou 9 Avro 748 e 3 Sud Caravelle. Em 15 de fevereiro de 1962 a empresa começou a operar o Avro 748 em substituição aos Convair 240 na linha entre Buenos Aires e Punta del Este e em 2 de abril Bahia Blanca.

Em 15 de fevereiro de 1965 encomendou 4 Boeing 707-320B que chegaram em 15 de dezembro de 1966 para operar as linhas internacionais (New York foi o primeiro destino em 3 de abril de 1967) no lugar dos Comet IV, que operaram em linhas regionais da empresa até o início dos anos 70.

Em 1967 foram encomendados 2 NAMC YS-11 e 6 Boeing 737-200. Em 1968 a Aerolineas operou dois NAMC YS-11 Samurai, de procedência japonesa. Em fevereiro de 1969 a empresa passou a voar para Los Angeles com escalas em Lima – Bogotá e México. Em meados dos anos 60 o Boeing 727-200 foi apresentado para as rotas domésticas.

Em 2 de abril de 1973 a Aerolineas passou a voar para Capetown, na África do Sul, em voos quinzenais. Em 6 de maio foi a vez de Miami, que começou a ter voos sem escalas.

Em janeiro de 1975 comprou dois Boeing 747 que chegaram em 1977 para substituir o Boeing 707 em algumas rotas. No início de 1975 chegaram 3 Fokker F28 para substituir os Avro 748. Em dezembro de 1978 chegou o primeiro Boeing 727-200 para operar em rotas domésticas de maior densidade.

Em abril de 1981 a empresa iniciou voos com Boeing 747SP na rota Buenos Aires – Auckland, na Nova Zelândia. Em setembro daquele ano o voo transpolar tornava-se semanal e passou a ser realizado pelo Boeing 747-200B. Em dezembro de 1988 começou a voar para Sydney, na Austrália, e atendia São Paulo com dois voos diários.

Em 21 de Novembro de 1990, 30% de seu controle acionário foi vendido para a Iberia, da Espanha. Em 1991 encomendou 4 McDonnell Douglas MD-88. Em 1992 algumas linhas domésticas foram passadas para a Austral e uma demissão de 1000 funcionários foi realizada.

Em 1994, chegaram os Airbus A310, vindos da Delta Airlines, para operar em rotas latino americanas. Estas aeronaves operaram até maio de 2000.

Em 1996 a empresa criou um hubby em Miami que permitia sua operação no Canadá e Caribe através de rápidas conexões utilizando um Boeing 727-100 arrendado da Av Atlantic. Naquele momento transferiu também 6 Boeing 727-200 para a Viasa.

Em 1997 a Iberia reduziu sua participação na empresa. Em maio de 1999 foi criada a Aerolineas Argentinas Express, que ligava Córdoba com mais 10 destinos domésticos, voando com BAe Jetstream 32. O projeto durou até junho de 2001, quando a AeroVip suspendeu suas operações como Aerolineas Argentinas Express.

Em 1999 a Aerolíneas encomendou 12 Airbus A340, sendo 4 da versão 200, 2 da versão 300 e 6 da versão 600. No final do ano 2000 a Iberia retirou sua participação na empresa. Neste mesmo ano a empresa retirou dois Airbus A-310 de operação.

Em Julho de 2001 chegou a suspender boa parte de seus voos, inclusive São Paulo, Rio de Janeiro, New York, Los Angeles e a rota transpolar para a Austrália.

Em janeiro de 2002 retomou os voos internacionais suspensos. Em março de 2002 reiniciou os voos para New York e em junho para Madrid com o Airbus A340-200. Em 2003 lançou a Aerolineas Argentinas VIP, com serviços executivos a bordo do Boeing 737-200.

Em 2004, dentro de um plano de investimentos, encomendou quatro Boeing 747-400 e 45 Boeing 737-300 e 737-500. Em junho de 2005 a empresa lançou a companhia Aerolineas del Peru, com 49% das ações com o grupo Marsans e 51% com empresários peruanos.

No início de agosto de 2006 o grupo Marsans encomendou 22 aeronaves A330 da Airbus, sendo que 10 delas seriam utilizadas na Aerolineas Argentinas, fato que não se concretizou em razão da saída da Marsans em 2008.

Em 2008 o governo assumiu o controle da empresa para evitar uma paralisação de suas atividades. Aeronaves como os Boeing 737-200 e os Airbus A310 foram retirados visando reestruturação e economia.

Em 2010 adquiriu 20 aeronaves Airbus A330/A340 do fabricante que gradativamente foram chegando a frota da empresa. Boeings 737-700 foram arrendados da Gecas e paralelamente encomendados 20 Embraer 190, porém, para a frota da Austral.

Em 2011 retomou a rota para o México. Em 31 de janeiro de 2012 ocorreu  o último voo com um Boeing 747 após três décadas de operação.  Neste mesmo ano passou a fazer parte da aliança SkyTeam.

Em 2014 adquiriu 4 Airbus A330-200 e ampliou também seu acordo de codeshare com a Gol Transportes Aéreos. Em 2015 novos acordos foram realizados, com a Aeroflot, Delta Airlines, Korean Air, Sol Lineas Aereas e Sky Airline, do Chile. Em 12 de maio retomou voos para Madrid, anteriormente operados pelos Boeing 747-200, mas agora, com Airbus A330-200.

Em 2017 deixou de voar para Belo Horizonte (Confins) e começou a operar em Curitiba. Além da capital paranaense, a companhia inaugurou a rota Rio de Janeiro – Córdoba naquele ano, que opera em período de alta temporada.

No início deste ano passou a operar de Florianópolis para Rosário e de Salvador para Córdoba, também voos sazonais.

Desde abril de 2019 o Aeroporto Jorge Newbery (Aeroparque), passou a receber somente voos domésticos e com destino a Montevidéu. Com isso, os voos para Buenos Aires passaram a ser operados somente no Aeroporto de Ezeiza.

As aeronaves empregadas em voos para o Brasil são o Boeing 737-800NG e o Boeing 737-MAX 8, este último, por enquanto, não está operando, até que a Boeing normalize as questões de segurança tecnológica da aeronave.

Voos em Operação do Brasil

Todos os voos estão suspensos até o dia 1º de setembro

Frota Atualizada

Deixe uma resposta