Quem disse que na aviação não há lobby? Este foi o principal motivo com que fez com que a Air Brasil, empresa idealizada por José Afonso Assumpção, não decolar.

A empresa chegou a receber as aeronaves britânicas British Aerospace Bae 146, contratou funcionários, pilotos, comissárias, e iria operar no filão da aviação comercial brasileira, o eixo Rio – São Paulo – Belo Horizonte!

A empresa solicitou ao Departamento de Aviação Civil, DAC, três voos diários entre Belo Horizonte / Pampulha e São Paulo / Congonhas, três voos diários entre Belo Horizonte / Pampulha e Rio de Janeiro / Santos Dumont, e finalizando, oito voos no trecho Congonhas – Santos Dumont.

Naquela época Brasil Central, Rio Sul e Tam Regional operavam o famoso VDC – Voo Direto ao Centro, com aeronaves turboélices Fokker 27. O VDC cobria o trajeto Santos Dumont – Pampulha, Pampulha – Congonhas e Congonhas – Curitiba. A primeira grande interferência da companhia em um dos nichos de mercado mais rentáveis da aviação brasileira e mundial. O trecho Santos Dumont – Congonhas já era servido pelo Pool de empresas que formavam a Ponte Aérea, Transbrasil – Vasp – Varig/Cruzeiro do Sul, operando voos a cada meia hora, das 06h30 da manhã as 22h00 com os Lockheed Electra II da Varig. Além dessas, a Rio Sul já entrará na rota operando com o Embraer 120 e a Tam com o Fokker 27 operava a Super Ponte Tam, mais tarde operada pelos Fokker 100.

Como vimos, naquela época, a difícil missão de entrar num filão de mercado causou a paralização de uma empresa que sequer conseguiu sua primeira decolagem, aquela dos bastidores!

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