Catarina ou Congonhas? De onde decolar para o exterior?

Foto: Dassault

Na última semana vimos o Aeroporto Catarina, em São Roque, administrado pela JHSF, receber autorização para realizar voos internacionais de jatos executivos. As operações já podem ser realizadas! Ao mesmo tempo, o Aeroporto de Congonhas, administrado pela Infraero, emitiu comunicado afirmando que a partir de outubro também poderá comportar tais operações.

Mas porque só em outubro? A Infraero está realizando obras de reforma e adequação de algumas áreas do aeroporto para permitir a operação internacional da aviação geral executiva. Os trabalhos seguem em ritmo acelerado e a previsão é de estarem concluídos no próximo mês de outubro.

O projeto do terminal internacional da aviação executiva prevê instalações para a Polícia Federal, com escritório e salas de inspeção, alfândega da Receita Federal (incluindo área de catering e depósito de bens apreendidos), Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com salas de atendimento, higienização e confinamento. Outras melhorias são as instalações sanitárias, copa, lounge e acomodações requeridas para o conforto dos passageiros e o adequado desempenho das atividades.

“A internacionalização da aviação executiva significa a retomada das operações internacionais em Congonhas, suspensas desde os anos 1980 e abre um amplo campo de negócios para a aviação geral no terminal aeroportuário central da capital paulista. Já neste ano, vamos proporcionar condições de acesso e deslocamento à altura das necessidades do setor empresarial e também das viagens de turismo a outros países”, afirma o superintendente da Infraero no aeroporto, João Márcio Jordão.

O São Paulo Catarina Aeroporto Executivo, empreendimento da JHSF dedicado exclusivamente à aviação executiva, recebeu da Agência Nacional de Aviação Executiva (ANAC), pelas mãos do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, a autorização para operar voos internacionais. O aeroporto passa a ser denominado São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional.

Esta designação aconteceu em seguida a autorizações expedidas por Receita Federal, Polícia Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) para a operação de voos internacionais.

Com esta conquista, o São Paulo Catarina torna-se o primeiro aeroporto internacional totalmente privado do Brasil a operar como aeródromo público sob o regime de autorização, com a permissão para realizar pousos de aeronaves vindas de outros países e decolagens para fora do Brasil.

O São Paulo Catarina se consolida como a mais atrativa e moderna porta de entrada para viajantes que vêm a São Paulo a negócios. Criado com essa vocação, o aeroporto é próximo à capital e conta com toda segurança a estrutura necessária para atender esse público.

A partir da designação expedida pela ANAC, o São Paulo Catarina vai iniciar o processo de operacionalização de voos internacionais, o que vai conferir uma nova escala ao empreendimento. A mudança vai permitir que os clientes realizem decolagens e pousos de voos internacionais no mesmo aeroporto em que o avião tem sua base, reduzindo custos e tempo de deslocamento da aeronave para outros aeroportos. A mudança também facilita chegadas e saídas domésticas e internacionais, com a utilização de pátios contíguos.

A estrutura e o atendimento do São Paulo Catarina destacam-se pela qualidade e excelência. O projeto arquitetônico dos hangares foi desenvolvido pelo escritório franco-brasileiro Triptyque Architecture, tendo como referência os melhores aeroportos do mundo.

O São Paulo Catarina conta com uma pista de 2470m e tem capacidade para 200 mil pousos e decolagens por ano com a infraestrutura necessária para receber com conforto e segurança jatos intercontinentais como os modelos Global 7500 e 8000 da Bombardier, Falcon 6X, 8X e 10X da Dassault Falcon Jet, Legacy 650 e Lineage da Embraer e G650 e G700 da Gulfstream.

Desenvolvido e operado pela JHSF, o São Paulo Catarina foi inaugurado em dezembro de 2019 e atingiu a plena de capacidade dos seus hangares já no seu primeiro ano de operação. Com isso, no final de 2020, o plano de expansão do empreendimento foi antecipado em cerca de um ano elevando a capacidade para 16 mil m² distribuídos em 5 amplos e modernos hangares e mais de 39 mil m² de pátio.

A decisão de onde operar agora vai dos operadores! Qual será o melhor custo benefício? Que tal levantarmos essas informações? Em breve atualizaremos essa matéria com os custos operacionais dos dois aeródromos.

Deixe uma resposta