Como vimos na história da Companhia Brasileira de Emprehendimentos Aeronáuticos, a autorização foi concedida no dia 9 de março de 1927, mas não mais a companhia brasileira e sim a Compagnie Génerale d´Entreprises Aéronautiques, da qual era subsidiaria.

A inauguração de seus serviços ocorreu apenas no dia 14 de novembro, mas então, a empresa francesa já tinha outro nome, por ter sido comprada, no dia 11 de abril, por 30 milhões de francos, pelo industrial frances Marcel Bouilloux-Lafont, que residia no Brasil e tinha construído um verdadeiro império, que abrangia instalações portuárias, ferrovias, minas e bancos.

O nome foi mudado no dia 30 de abril, para Compagnie Générale Aéropostale , e no dia 6 de dezembro, o governo reconfirmou, com um novo decreto, a autorização dada no dia 9 de março, mas a nova denominação foi oficialmente reconhecida apenas no dia 14 de fevereiro de 1928, com o Decreto 18.113. A empresa adotou a sigla de seu novo nome, C.G.A., em vez da C.G.E.A. usada anteriormente, mas se tomou mais conhecida apenas como Aéropostale.

A autorização dada, no dia 7 de março de 1927, a companhia francesa, permitia-lhe operar as mesmas rotas concedidas a Companhia Brasileira de Emprehendimentos Aeronáuticos pelo Decreto 17.055, que previa o estabelecimento de uma linha entre Recife e Pelotas, com escalas em Maceió, Salvador, Caravelas, Vitoria, Rio de Janeiro, Santos, Paranaguá, Florianópolis e Porto Alegre, com possível extensão para Natal, Fernando de Noronha e Rochedos de São Pedro e São Paulo.

A empresa através da cláusula V do Decreto 17.055 ficou autorizada a construir aeródromos de sua propriedade nos pontos de escala da linha contratual, bem como os campos de pouso necessários ao longo do trajeto entre dois aeródromos.

Ao iniciar suas atividades, a Compagnie Générale Aéropostale ja se beneficiou da permissão concedida pela cláusula I do Decreto 17.055 para a Companhia Brasileira de Emprehendimentos Aeronauticos de estender sua linha ate Natal e começou a voar de lá para Buenos Aires, na Argentina. Embora a autorização da operação mencionasse, na lista dos itens a serem transportados, os passageiros em primeiro lugar, vindo, em seguida, cargas, encomendas, valores e malas postais, o principal objetivo da empresa era oferecer um eficiente e rápido de transporte de correspondência. Um mês e duas semanas depois do início dos vôos, tinham sido cobertos 69.415 Km, com o transporte de apenas 4 passageiros, contra 15.421 Kg de mala postal.

Em 1º de março de 1928 inaugurou a ligação postal entre as capitais francesa e argentina, com o trecho Dakar – Natal feito por seis destróires alugados da Marinha francesa.

No dia 16 de abril de 1928, os voos noturnos regulares no Brasil tinham início, com a decolagem, já a noite, de um Latecoere 26, pilotado pelo famoso Jean Mermoz, do Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, para Buenos Aires, onde o avião chegou no fim da tarde do dia seguinte.

Em 1930 a Compagnie Générale Aéropostale criou uma subsidiária, a Companhia Aeronáutica Brasileira, aprovada pelo governo no dia 14 de fevereiro e que já no mês de julho mudou seu nome para Cia. Aeropostal Brasileira.

Em 1931 Bouilloux-Lafont foi vítima de intrigas políticas em seu país, perdendo o subsídio que recebia do governo para manter seu serviços e foi obrigado a enfrentar, no dia 31 de março, uma liquidação judiciaria.

Em 1933, o que restava da Compagnie Générale Aéropostale foi absorvido pela Air France.

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