Foto: Burmarrad Camenzuli

A Commercial Court of Evry rejeitou todas as ofertas pela Aigle Azur, segunda maior companhia aérea francesa, que oficialmente encerrou suas atividades em 27 de setembro, apesar que suas operações já estavam suspensas desde o dia 7 daquele mês.

As ofertas pela companhia aérea começaram em 16 de setembro e tiveram duas rodadas de negociações. Mas nenhuma proposta com uma solução de longo prazo foi apresentada e com isso decidiu-se pelo encerramento das atividades.

A companhia empregava 1.150 funcionários e operava uma frota de 9 Airbus A320 e 2 Airbus A330-200, os quais realizavam a rota Campinas – Paris (Orly).

Em 2018 a companhia transportou de e para o Brasil um total de 43.542 passageiros e de janeiro a julho de 2019 um total de 56.355 passageiros, com crescimento de 18,61% no trecho Paris – Campinas e de 39,42% de Campinas para Paris.

Em 2019 a Aigle Azur detinha 9,95% do market-share no total de passageiros transportados no trecho Brasil – França, onde a Air France é líder com 64,15% seguida pela Latam Brasil com 20,90%.

A Aigle Azur foi fundada em 1946, era a mais antiga companhia aérea privada da França e da Europa. Em 2001 foi comprada pelo grupo Go Fast (atual Weaving Group). Em 2012, o grupo chinês HNA adquiriu 48% das ações. Em 2016, o grupo Lu Azur comprou 20%, restando ao grupo Weaving 32% da empresa. Por sua vez o Weaving Group vendeu sua participação ao empresário David Neeleman, fundador e acionista da Azul Linhas Aéreas e sócio da TAP Air Portugal, por meio do consórcio Atlantic Gateway.

Em julho de 2018 a companhia iniciou voos para o Brasil, servindo Campinas a Paris, Orly, três vezes por semana, com o Airbus A330-200.

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