Lufthansa (Alemanha)

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A Lufthansa iniciou voos em março de 1926 com um avião monomotor Junkers G-23, antecessor do Junkers Ju-52. Com rotas maiores a Lufthansa também passou a utilizar aeronaves maiores, caso do Junkers G-38. Os voos para países da América do Sul e Central, com influência germânica, eram realizados com estes aviões, que além de passageiros transportavam cartas e reabasteciam no meio do atlântico.

A Lufthansa foi responsável pela abertura de outras empresas aéreas na América Latina, na qual as ajudou emprestando aviões e tripulação, antes da guerra. No final dos anos 30 a empresa chegou a utilizar o Junkers Ju-90 de quatro motores e o Focke-Wulf Fw-200 para longas distâncias.

Após a II Guerra Mundial a Lufthansa foi liquidada pelas nações aliadas e passou a se chamar Luftag, com um frota menor composta de aeronaves Convair e Constellations. Em 1955 voltou a ser chamada de Lufthansa. A primeira aeronave utilizada foi um Douglas DC-3 e depois utilizou os Convair 340 e os Lockheed Constellations em junho de 1955 em voos para Nova York. Em agosto de 1956 a Lufthansa empregou os Constellations na rota Hamburgo – Paris – Dakar – Rio de Janeiro.

Os Convair 440 foram adicionados a frota e voaram na Europa até 1960. Em 1957 os Constellations começaram a ser substituídos pelos Lockheed L-1649 Starliner em rotas de longa distância. Com a adição de novas rotas a Lufthansa começou a substituir os aviões bimotores mais antigos por novos Viscount 800, estabilizando seus serviços na Europa com os Viscount 800 e Convair 440.

No início de 1960 os Super Constellations e Starliner começaram a ceder lugar para os Boeing 707-430. O Boeing 707 foi importante para deixar a companhia mais competitiva nas rotas transatlânticas, onde os concorrentes já utilizavam aeronaves da Boeing e jatos da Douglas.

Também no início de 1960 a empresa comprou o Boeing 720-030 para voos de média e longa distância. Em 1960 o Boeing 720B substituiu os Constellations na rota do Brasil. O Boeing 707-330B foi a segunda variante do 707 utilizado na empresa alemã. Em 1963 substituiu o Boeing 720B pelo 707 na linha do Brasil. Em 1964 o Boeing 727-30 iniciou voos em rotas curtas com grande demanda de passageiros na Europa. O Boeing 727 estava substituindo os Viscount 800 e voaram na Lufthansa até o início dos anos 90. Outro dado histórico é o fato de a Lufthansa ter sido a primeira empresa não americana a utilizar o Boeing 727 fora dos Estados Unidos. No final dos anos 60 a empresa comprou outra versão do Boeing 727, a 200 Advanced, utilizado também até o final dos anos 80.

Em 1965 a empresa comprou o Boeing 707-320C e o Viscount 800 ainda permanecia na frota para dar suporte as rotas dos jatos. Uma surpresa foi a empresa realizar o leasing em meados dos anos 60 de um Douglas DC-8 série 50 para voos transatlânticos e também um Curtiss C-46!!

Em 1967 a frota da Lufthansa era formada apenas com jatos, com a chegada do Boeing 737-100 substituindo os Viscount 800 remanescentes.

Em 1970 os Boeing 707 começaram a ser substituídos nas rotas de longo alcance pelos Boeing 747-100 e 200, mas o 707 voou na empresa até 1980. As rotas da África e Oriente Médio, cobertas pelos Boeing 720 teriam nova aeronave na rota, os 707. Todos os Boeing 720 foram substituídos até meados dos anos 70 pelos McDonnell Douglas DC-10-30 que acabaram sendo utilizados também em rotas longas de grande densidade, como os Estados Unidos.

Proibida desde o reinício de operações a voar domesticamente na Alemanha, rotas que estavam sendo feitas pela Panam e uma divisão da BEA na Alemanha, a Lufthansa passou a voar em 1977 nas rotas dentro de seu país. Para isso, comprou novas aeronaves, o Boeing 737-200 foi o escolhido.

No final dos anos 70 a Lufthansa introduziu seu primeiro Airbus na frota. Tratava-se do A300-600. Os Boeing 727 e 737 gradativamente foram substituídos pelos novos aviões da Airbus e o A310, que começou a voar na Lufthansa no início dos anos 80, era o responsável pela modernização da frota.

Em 1984 a Lufthansa operava nas cidades brasileiras do Rio de Janeiro e Campinas (Viracopos), via Dakar, com Boeing 747-200 Combi, com quatro voos semanais. Em 1988 a Lufthansa começou a substituir os Boeing 747-200 pelo Boeing 747-400, com cabine superior mais alongada. Em 1º de julho de 1989 passou a operar no Aeroporto de São Paulo (Guarulhos), transferindo seus voos que estavam em Campinas.

No início dos anos 90 a Lufthansa adotou a pintura que utiliza até hoje em suas aeronaves comerciais. Nesta época também os Boeing 737-300 já substituíam boa parte dos velhos Boeing 737-200. Alguns anos depois, a versão 500 do Boeing 737 também se fez presente na frota. Em março de 1990 a empresa substituiu o Boeing 747-200 pelo Boeing 747-400 na rota para o Brasil.

Novas versões de aeronaves da Airbus chegaram e deram o ar de modernidade a frota. O Airbus A320, A321 e A340, este último substituindo em alguns casos o Boeing 747-400. Isto ocorreu na rota Brasil em 1º de novembro de 1993. No final dos anos 90, outra aeronave da Airbus começou a voar na Lufthansa, o Airbus A319, para rotas de menor densidade.

Em 1º de janeiro de 1995, a Lufthansa Cargo AG passou a operar no transporte de cargas com Boeing 747-200F. Em 1998 a Lufthansa operava seis voos semanais com o A340 na rota Frankfurt – São Paulo e três voos na linha do Rio de Janeiro.

Em 2000 São Paulo começou a ser servida diariamente com o Airbus A340. Lançou em 2001 voos São Paulo – Munique e Rio – Frankfurt, cancelados pouco tempo após os atentados de 11 de setembro. Em 9 de dezembro de 2003 a Lufthansa voltou a operar a rota Rio – Frankfurt, com escala em São Paulo, com o Boeing 747-400. Em março de 2004 a Lufthansa começou a operar seu primeiro Airbus A330-300 na rota Frankfurt – Cairo. Em 1º de julho passou a oferecer atendimento em português para os passageiros que desembarcavam em Frankfurt, procedentes do Brasil.

Em 18 de fevereiro de 2005 a Lufthansa passou a ter dois voos diários entre São Paulo e Frankfurt. Um deles, com Boeing 747-400, se estendia até Buenos Aires, e o outro voo, para Santiago do Chile, com Airbus A340-600. Em 21 de março o conselho da Lufthansa aprovou a compra da Swiss International Airlines.

Em 14 de setembro de 2006 passou a voar diariamente de São Paulo para Munique com o Airbus A340-300. Em dezembro de 2006 a Lufthansa AG anunciou um pedido de 20 aviões 747-8 Intercontinental mais 20 opções de compra. Em junho de 2007 fechou com a Embraer a compra de 30 jatos Embraer 190, com a opção de adquirir qualquer outro modelo da família dos E-Jets. Em dezembro daquele ano assinou com a TAM um contrato para compartilhamento de voos (“codeshare”) em rotas nacionais e internacionais.

Em setembro de 2010 anunciou uma encomenda de aeronaves Airbus e Embraer e recebeu ainda naquele ano, em maio, os primeiros Airbus A380. Em 2011 voltou a operar no Rio de Janeiro, com destino Frankfurt, a bordo dos Airbus A340.

Em 2012 passou por um processo de reorganização devido os impactos causados pela desaceleração econômica na Europa.

A Lufthansa iniciou os serviços com o Boeing 747-8 na rota Frankfurt – São Paulo, no em 29 de março de 2013, substituindo o Boeing 747-400, que em março de 2014 passou a operar os voos no Rio de Janeiro. Em maio de 2014 a Lufthansa foi a primeira companhia internacional a operar no recém inaugurado Terminal 3 de Guarulhos. Em março de 2015 o Boeing 747-800 passou a realizar os voos no Rio de Janeiro, dando um incremento operacional tanto para passageiros como carga.

Em 2015 transportou 282.161 passageiros do Brasil para a Alemanha, com 74,03% de aproveitamento, e 278.498 passageiros da Alemanha para o Brasil, com 74,16% de aproveitamento, totalizando 559.659 passageiros na rota, o que equivale a 65,4% do share, a frente da Latam Airlines Brasil e da Condor.

Em outubro de 2016 suspendeu os voos São Paulo – Munique.

São subsidiárias da Lufthansa as empresas Air Dolomiti, Augsburg Airlines, Austrian Airlines, Brussels Airlines, Eurowings, Germanwings, Edelweiss Air, Lufthansa CityLine e a Swiss International.

Foi eleita por clientes ao redor de todo o mundo na posição 10ª do Skytrax World Airline Awards 2016, que é “o Oscar da indústria da aviação”. São os prêmios de qualidade mais cobiçados para a indústria aérea mundial, e um referencia global de excelência aérea. É uma “4 Star Arline Skytrax”.

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Voos Operados de e para o Brasil

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Frota da Empresa

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