A Avianca nasceu em 5 de dezembro de 1919 como SCADTA – Sociedad Colombo-Alemana de Transportes Aéreos e iniciou seus voos utilizando dois Junkers F-13. Foi a primeira empresa aérea da América Latina e a segunda do mundo! Alguns voos constaram em seu Timetable entre Barranquilla e Girardot, com extensão até Neiva, em 19 de setembro de 1921. Nesta época eram dois voos para Girardot e um para Neiva e em seguida foram iniciados serviços entre Barranquilla – Cartagena – Santa Marta, com seis Junkers F-13. Em 8 de abril de 1925 foi iniciada a primeira rota internacional partindo de Barranquilla para Curacao e La Guaira, na Venezuela. Em 27 de junho a SCADTA chegou a Maracaibo e em 1929 ao Panamá e ao Equador. Em 23 de fevereiro de 1929 foi assinado um acordo bilateral entre as autoridades colombianas e americanas para facilitar os voos entre os dois países.

Em 15 de fevereiro de 1930 a Pan American Airways adquiriu 84,4% da SCADTA que operou sem a participação direta da Pan American até 3 de março de 1931. Em 16 de julho de 1931 foi inaugurado um serviço de correio entre Bogotá e New York. A modernização da frota da SCADTA foi uma consequência dos investimentos que a Pan American realizaria na companhia. Em 1937 a Pan American comprou da United Air Lines 10 Boeing 247 de 12 lugares e repassou para a SCADTA. Em 27 de outubro de 1939 houve a fusão da SCADTA com a SACO e em 14 de junho de 1940 houve a troca do nome da empresa para Aerovias Nacionales de Colombia – Avianca.

O Douglas DC-3 chegou então a frota da Avianca que passou a utilizá-lo na rota Bogotá – Barranquilla. Um Clark GA-43 foi usado na linha Barranquilla – Ciénega – Santa Marta. Os Fords e Junkers usados em rotas locais e o Boeing 247 continuou a voar por pouco tempo, sendo gradualmente substituído pelo DC-3. No dia 21 de março de 1946 a Avianca passou a fazer voos internacionais com um Douglas DC-3 de Cali para Quito, no Equador, e em 10 de maio prosseguiu para Guayaquil. Em 22 de janeiro de 1947 iniciou voos para Miami com um Douglas DC-4 e em 20 de abril de 1949 estendeu para New York.

Em 6 de março de 1950 inaugurou seus voos transatlânticos para Lisboa, Roma e Paris com os Douglas DC-4 e em 17 de setembro para a Jamaica. Durante toda a década, com a chegada dos Lockheed Constellations, a Avianca foi abrindo novos destinos e chegou a Madrid, em 3 de julho de 1951, Hamburgo, 17 de abril de 1953 e Frankfurt, em 24 de abril de 1954. Caracas teve início em 30 de abril de 1954 e San Juan em 30 de junho de 1957. Em 1 de junho de 1957 a Avianca chegou a Quito e Lima com o Lockheed 1049G Super Constellations.

Em 16 de outubro de 1960 a Avianca alugou um Boeing 707 da Pan American e deu início a era jato na linha Bogotá – New York. Em 1º de dezembro de 1961 entrou em operação um Boeing 720B para Miami com escalas em Kingston e em 1962 todos os seus voos internacionais já eram operados por aeronaves a jato. Em outubro de 1962 a Avianca iniciou voos para a Cidade do México via Panamá e estendeu a rota de Lima até Buenos Aires. Em 1º de janeiro de 1966 chegou seu primeiro Boeing 727-100 (HK-1717). Neste ano a empresa aterrissou em território brasileiro pela primeira vez com um voo de Bogotá para Manaus, via Leticia. No dia 1º de Abril de 1968 a Avianca recebeu o Boeing 707-320B com 189 lugares. Em dezembro de 1968 chegou a receber dois Boeing 737-100, mas as condições topográficas da Colômbia dificultaram bastante o uso desta aeronave. Ao mesmo tempo que recebia o Boeing 737 a Avianca recebeu também dois Hawker Siddeley HS 748. Para fechar com chave de ouro os anos 60 a empresa também chegou em Santiago do Chile e em Los Angeles no ano de 1969. Os velhos aviões Douglas e Constellations foram gradativamente retirados de operação até o ano de 1974.

Os anos 70 também foram muito bons para a Avianca que abriu linha para Zurich, em 28 de abril de 1971, e iniciou também serviços diretos para São Paulo e Rio de Janeiro em 17 de janeiro de 1972, Londres em 3 de maio de 1978 e retornou a Roma em 26 de outubro de 1978. Um Boeing 747-124 chegou em 6 de dezembro de 1976 para operar a linha Bogotá – San Juan – Frankfurt, Madrid e Paris.

A Avianca chegou a operar no Aeroporto de Viracopos, em Campinas até 1980. Em 1986 possuía uma frota de 2 Boeing 707, sendo um cargo, 4 Boeing 747, sendo um cargo, 8 Boeing 727-100 e 12 Boeing 727-200. Em 1987 encomendou 3 Boeing 767-200. Na Europa operava em Frankfurt, Paris e Madrid além de Los Angeles, Miami e New York nos Estados Unidos e outras cidades latino-americanas.

Até 1990 a empresa estava operando exclusivamente no Aeroporto do Galeão com dois voos semanais com Boeing 707 que foram substituídos na rota um ano após pelo Boeing 727-200. A chegada dos Boeing 767 resultou na retirada do Boeing 747 da rota para os Estados Unidos. Os Boeing 747 da Avianca foram substituídos na chegava dos Boeing 767-200ER, encomendados em 1985. Em 1992 sua frota continha 3 Boeing 727-100, 11 Boeing 727-200, 1 Boeing 747-200, 2 Boeing 757-200, 2 Boeing 767-200ER e 11 MD-83. Em 1993 adquiriu 6 Fokker 50 para voos domésticos. Em 1994 passou a atender a cidade de São Paulo com Boeing 767-200ER.

Em 2000 a Avianca começou a operar quatro voos semanais na rota Bogotá – São Paulo – Rio – São Paulo – Bogotá e pintou um Boeing 757 com as cores da empresa nos anos 50 como parte das comemorações de seus 80 anos. Em 20 de maio de 2002 realizou uma integração com a empresa Aces e Sam. Desta união nasceu a Alianza Summa, voando 23 destinos domésticos e 19 internacionais com 55 aeronaves. Em 2003 a Aces, que integrava a Alianza, foi liquidada devido as altas dívidas da companhia. A frota se reduziu a 33 aeronaves e Los Angeles deixou de ser servida, entre inúmeros outros voos cancelados. Em novembro de 2003 a Alianza Summa deixou de existir e a Avianca trilhou caminhos próprios. Em 18 de março de 2004, German Efromovick, através do grupo Sinergy, adquiriu 75% das ações da empresa.

Em junho de 2005 a Avianca passou a oferecer nove voos semanais entre a Colômbia e a Espanha com Boeing 767. Em 15 de junho de 2006 passa a atender Barcelona e Alicante, na Espanha, e retornou a Los Angeles, nos Estados Unidos, com Boeing 767. Em agosto daquele ano deixou de atender a cidade do Rio de Janeiro, sendo que os passageiros faziam conexão em São Paulo através de um voo da OceanAir, com Fokker 100.

A Boeing e a Avianca anunciaram em 28 de março de 2007 a compra de dez novos 787 com outras dez opções de compra por US$ 1,5 bilhão de dólares, tornando-a a primeira empresa na América do Sul a encomendar a aeronave e a maior compradora na América Latina.

Em março de 2009 adquiriu o controle da AeroGal de Equador e anunciou uma fusão com o Grupo Taca. Associou-se a Star Alliance em junho de 2012 , mesmo ano da volta de operações ao Rio de Janeiro. Em 2013 concluiu seu processo de integração com o Grupo Taca e em fevereiro de 2014 firmou acordo com a ATR para compra de 15 ATR 72-600 com outras 15 opções de compra.

Em 2017 fechou com um crescimento de 10,78% no volume transportado entre o Brasil e a Colômbia, em ambos os sentidos.O trecho Guarulhos – Bogotá teve crescimento de 29,24% e o voo Rio de Janeiro – Bogotá 7,4% no volume de passageiros transportados. A companhia é a líder do market-share na rota GRU – BOG com 56,33% de participação e a rota GIG – BOG opera com exclusividade, por enquanto.

Foi eleita por clientes ao redor de todo o mundo na posição 50ª do Skytrax World Airline Awards 2017, que é “o Oscar da indústria da aviação”. São os prêmios de qualidade mais cobiçados para a indústria aérea mundial, e um referencia global de excelência aérea. É uma “3 Star Arline Skytrax”. Recentemente foi eleita como a Melhor Companhia Aérea da América Latina pela Trip Advisor.

Voos em Operação do Brasil

Frota da Empresa

Deixe uma resposta