Foto: Divulgação Infraero
Atualizamos os números operacionais do Aeroporto de Londrina, no Paraná. Neste trabalho inédito apresentamos informações do histórico de passageiros embarcados e desembarcados no aeroporto de 2000 a 2020, a participação de mercado das empresas em operações domésticas nos últimos 5 anos, entre 2016 e 2020, e finalizando com os voos vigentes no aeroporto.

Vejam os números operacionais do aeroporto, atualizados pelo Portal Aviação Brasil

Participação de mercado dos últimos 5 anos, das empresas que operam voos domésticos de passageiros

Voos em Operação

Um pouco da história

O Aeroporto de Londrina foi inaugurado em 8 de abril de 1956, mas sua história teve início em 1949, quando foi erguida uma casa de madeira no local onde hoje funciona o atual terminal de passageiros, na zona Leste da cidade. Nesse período, a região Norte do Paraná se desenvolvia aceleradamente em virtude do avanço do café no interior do país. Por esse motivo, o Aeroporto de Londrina foi, até o ano de 1962, o terceiro mais movimentado do país, atrás apenas de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ). A cidade recebia diversos empresários de São Paulo, que dispunham apenas do transporte aéreo para chegar à cidade, pois as rodovias eram precárias. Era comum a existência de voos para cidades não muito distantes, como Maringá, Apucarana, Arapongas e Jacarezinho. Em 1980, a administração do aeródromo passou para a Infraero, que tem feito inúmeras melhorias nas dependências do aeroporto, com destaque para o recapeamento asfáltico da pista de pouso em 1995. Até o início das obras da grande reforma em 2000, que ampliou o terminal de passageiros, possibilitando a instalação de novas lojas e áreas operacionais, trazendo mais conforto aos usuários e passageiros, o aeroporto manteve os seus traços básicos, na exceção de alguns reparos. Atualmente, o sítio aeroportuário de Londrina tem 727 mil metros² e o terminal de passageiros 5.820 m², com capacidade para receber 2,6 milhões de usuários por ano. Os passageiros que utilizam o local encontram mix comercial variado, com lanchonetes, restaurante, choperia, chocolateria, delicatessen, lojas de malas e bolsas, souvenirs, revistaria, serviço de proteção de bagagem, locadoras de veículos, agências de turismo, cosméticos artesanais, serviço de caixas eletrônicos e estacionamento de veículos. A grande reforma do terminal de passageiros teve início em 2000 e foi finalizada em 2002. O novo terminal tem cerca de 6000 metros quadrados, 4200 metros quadrados a mais que o antigo. As salas de embarque e desembarque também foram ampliadas para 248 metros quadrados e 302 metros quadrados, respectivamente. O restaurante também foi ampliado e um auditório com 147 metros quadrados, com capacidade de 120 pessoas, foi construído. A nova torre tem 29,71 metros de altura e equivale a um prédio de nove andares. Em 2008, o presidente em exercício, José de Alencar, sancionou a Lei n°11.766/08, no dia 5 de agosto de 2008, mudando o nome do aeroporto para Aeroporto de Londrina – Governador José Richa. O Aeroporto de Londrina/Governador José Richa completará 65 anos neste 8 de abril de 2021. Para o superintendente do aeroporto, Sanzio Renato Teixeira da Silva, o terminal cumpre papel fundamental no desenvolvimento da região. “Por ser uma cidade distante do litoral, o aeroporto torna-se um provedor do desenvolvimento regional”, destacou. O Aeroporto Governador José Richa também conta com o sistema ELO. São três conectores climatizados que fazem a interligação dos embarques e desembarques com as aeronaves. Com 100% de tecnologia nacional, a ferramenta, se diferencia das pontes de embarque (fingers) por estabelecer uma ligação com a aeronave a partir de uma passarela em solo que apresenta duas opções para chegar à porta do avião: por escada ou por um elevador, com capacidade para 225 kg, para uso de cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida. A tecnologia segue o conceito de sustentabilidade e, de acordo com os princípios da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, é adequada a aeronaves como o Boeing 737-800 e o Airbus 320, comumente utilizadas pelas companhias aéreas brasileiras, nos quais a porta de desembarque fica a uma distância de 2,5 metros a 3,5 metros do solo. Fonte: Infraero (editado por Aviação Brasil)