Aerovias Brasil (Brasil)

Foto: Autor Desconhecido

Em 26 de agosto de 1942 surgia a Aerovias Brasil. Parte das ações pertencia a Lowell Yerex, proprietário da TACA, que tinha 42% das ações, deixando 18% com seu Vice-Presidente, Charles Matthews e 40% com os irmãos brasileiros Oscar e Roberto Tavesil.

O surgimento da Aerovias Brasil fazia parte de um ambicioso plano da TACA – Transportes Aéreos Centro Americanos, de estabelecer empresas de aviação em todos os países latino-americanos.

Em setembro de 1942 a Aerovias Brasil já possuía 2 Lockheed 14H (PP-AVA e PP-AVB) para transporte de cargas, com o qual efetivamente operou em outubro mesmo sem autorização, pois sua autorização só chegou em 29 de dezembro. Realizava a rota Rio – Uberaba – Goiânia – Tocantins – Belém – Paramaribo – Port of Spain – Ciudad Trujillo – Miami.

Em 15 de fevereiro de 1943 uma de suas aeronaves, PP-AVA, caiu perto de Bom Jesus da Lapa e a outra estava sendo empregada na linha não regular Rio de Janeiro – Miami. A manutenção de seus aviões era feita pela TACA, em Port of Spain, e pela NAB, no Brasil.

Em 1944 sua frota recebeu o reforço de 2 Lockheed 12A e 2 Fairchild 71 e iniciou vôos domésticos entre o Rio de Janeiro e Carolina, no Maranhão, além de transferir seu escritório para São Paulo. Em 1945 chegaram mais 2 Douglas DC-2. Em 1946 foi autorizada a criar uma linha costeira de Porto Alegre até Belém, implantada em 1947, passando por 13 capitais. Iniciou também um serviço cargueiro para Manaus, competindo com a Panair do Brasil. Em janeiro de 1947 os 51% das ações que estavam com a TACA foram vendidas para um pool de indústrias de São Paulo. Foi autorizada pelo governo americano a operar naquele país e tornou regular a linha Belém – Paramaribo – Port of Spain – Ciudad Trujilo – Miami. Em agosto de 1948 a empresa vendeu seus dois Douglas DC-2 e passou a operar com 15 Douglas DC-3. Com a crise da NAB, assumiu as linhas para o Nordeste via Bom Jesus da Lapa e Petrolina.

Em janeiro de 1949 adquiriu os quatro aviões Douglas DC-3 da Empresa de Transporte Aéreo Brasileiro, que estava inoperante. Em 17 de fevereiro de 1949 a empresa foi comprada pelo Governo do Estado de São Paulo e a VASP assumiu o seu controle. Nesse tempo, em 1950, sua frota ganhou 3 aviões Saab Scandia, que foram repassados para a VASP em 21 de dezembro do mesmo ano.

Em 1951 a sua frota era composta por 24 Douglas DC-3, 4 Curtiss C-46 e 3 Douglas DC-4. Os Douglas DC-4 foram empregados nas novas linhas internacionais de Montevidéu e Buenos Aires.

Em 1953 a Aerovias adquiriu a Aeronorte. Em 17 de setembro de 1954 a Real comprou 87% das ações da Aerovias que estavam em posse de Adhemar de Barros, formando o Grupo Real-Aerovias-Aeronorte. A compra alterou o nome da empresa para Real Aerovias, sendo que somente a Aeronorte continuou com a mesma razão.

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